“Ridiculamente eficiente” é a descrição que me veio a mente quando terminei de ler “101 Perguntas Sobre Bitcoin” de Breno Brito. É o livro que eu gostaria de ter em mãos para presentear sempre que encontro alguém que se mostra de realmente interessado em conhecer esta tecnologia, mas não sabe por onde começar. Eu só adicionaria uma coisa para o leitor que comprar o livro em dinheiro fiat: comprar com bitcoin uma segunda cópia para presentear um ente querido.
101 Perguntas sobre Bitcoin é um livro estruturado em formato de perguntas e respostas, desenhado para levar leitores do zero a uma compreensão sólida sobre Bitcoin, permitindo-lhe navegar o tema com confiança. Com respostas objetivas e diretas, o livro facilita uma leitura rápida e acessível, abrangendo temas essenciais para desmistificar o universo do Bitcoin.
É ideal para iniciantes que buscam uma base sólida, mas também reserva curiosidades que mantêm a leitura interessante para quem já possui mais conhecimento sobre o tema. O livro almeja ser uma fonte de informação clara e concisa para esclarecer as principais dúvidas sobre o Bitcoin.
Veja o que algumas outras pessoas estão falando sobre o livro:
Como leiga, acho que a obra pode ajudar não somente os iniciados no tema, mas também desconfiados, receosos e conservadores quando se trata de dinheiro e investimento. Os que têm pouca ou quase nenhuma informação sobre esse assunto. É um guia de A a Z para tirar todas as dúvidas possíveis sobre o universo das criptomoedas. Da minha parte, posso garantir que já tive algum lucro: ganhei conhecimento.
O mundo precisa desse livro! Cada uma das 101 Perguntas sobre Bitcoin deixa as pessoas mais perto do entendimento e da adoção em massa da moeda antifrágil, que veio ao mundo pra trazer de volta a liberdade na mão do povo, sem intermediários.
A análise é de Breno Brito, autor do livro “101 Perguntas sobre Bitcoin”, que será lançado nesta quarta-feira (21) pela Editora Portal do Bitcoin em Brasília, na Livraria da Travessa às 19 horas (CASAPARK – SGCV/Sul Lote 22 – 4A, Guará, Brasília, DF).
O autor contou em entrevista ao Portal do Bitcoin os maiores desafios de escrever o livro, que ele aponta como “as vacas sagradas”: conceitos amplos e bem difundidos na sociedade que o escritor entende como errados. “Nesse gastei mais tempo e mais páginas. A parte técnica você descreve como a carteira funciona e acabou. É complexo, mas é apenas isso. Nas vacas sagradas leva um bom tanto de desconstrução de conceitos”, afirma.
Brito se classifica como maximalista e afirma que o máximo que outras criptomoedas podem fornecer é um ambiente de testes e um termômetro para saber quais tecnologias tem tração e demanda. “De resto, sobra o jogo especulativo”.
Segundo o autor, a obra foi pensada para pessoas que ou não sabem nada ou estão no começo da jornada do Bitcoin. Porém, ele alerta: “Trago muitas curiosidades, todas com fontes. Quem já conhece bem Bitcoin vai se divertir lendo o livro”.
Breno Brito, autor do livro, é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade de Brasília. Atualmente, trabalha como especialista na fusão entre Bitcoin e Inteligência Artificial, com modelos de linguagem de conhecimento geral, técnico e de código. Em sua trajetória profissional, atuou como cientista de dados sênior no Mercado Bitcoin.
Para qual tipo de público o livro se destina: os já iniciados no Bitcoin ou pessoas que tem já boa ideia dos conceitos?
Escrevi para pessoas que são como eu era em 2013: conhece sobre Bitcoin, sabe que existe, mas quer saber mais e fica perdido com tantas fontes de informação. Busquei ser abrangente, abordar economia, aspectos sociais e técnicos. Por isso que começo o livro explicando o problema que o Bitcoin vai resolver, para que o Bitcoin está aqui, por que o Bitcoin importa e por que a gente precisa do Bitcoin. Para depois começar a trazer um pouco de história, aspectos técnicos, aspectos econômicos. Bitcoin é um assunto cheio de mitos, então quero ajudar a pessoa que está saindo do zero ou perto disso a chegar a um nível que se sinta confortável para poder conversar com os colegas de trabalho, para poder pesquisar na internet e sem ficar com medo de ser vítima de golpe.
Porém, trago também várias curiosidades, todas com fontes. Então é algo que mesmo uma pessoa que já entende e já conhece o Bitcoin, provavelmente vai se divertir bastante lendo esse livro.
Qual o conceito mais complexo de explicar sobre o Bitcoin? Olha, não dá para elencar um, são vários. Por exemplo, é muito difícil a gente entender algo que não é linear. Se algo sobe de um para dois, depois para três, a pessoa entende fácil. Agora, algo que sai desse padrão e vai para o exponencial: de um para dez, depois 100 mil e vai para 1 milhão. Isso é uma coisa que é muito difícil para o nosso cérebro entender. É muito difícil traduzir isso de maneira curta e didática.
Quais mitos sobre o Bitcoin você tenta esclarecer com mais afinco? A questão do valor intrínseco, pois muitas pessoas dizem que o Bitcoin não tem valor intrínseco. Mas a sociedade já usa a teoria do valor subjetivo pelo menos há dois séculos. A questão da inflação: a maioria dos economistas dizem que uma inflação de 2% ao ano é boa e qualquer deflação é um perigo. O suposto dano ambiental que o Bitcoin produz, que é apenas uma narrativa para atacar o Bitcoin. Cada um desses temas, que são meio que vacas sagradas da atualidade, eu tenho que ir desmontando com mais cuidado.
Diferente de, por exemplo, um tema técnico que também é difícil, mas eu posso falar: “A carteira funciona desse jeito” e pronto, acabou. É muito mais descritivo enquanto nesses outros temas, nas vacas sagradas, tem que ir desconstruindo aos poucos com muito mais cuidado e ter um pouco mais de trabalho, cada um ficando um texto mais extenso.
Você é maximalista ou vê valor em outras criptomoedas? Sim, sou maximalista. O Bitcoin é feito para resistir a grandes ataques de estados nações. Essa é a dor que o Bitcoin está resolvendo. Qual é o problema que essas outras criptomoedas estão de fato tentando resolver? Para elas, o que sobra é um jogo especulativo.
Outras redes podem ter algum valor como ambientes de teste. Se a tecnologia tem tração e demanda, chegará um momento de levar para um sistema melhor e mais seguro que é o Bitcoin.
Publicado no Portal do Bitcoin em 17 maio de 2024.
]]>O autor Breno Brito responde desde perguntas básicas sobre o que é Bitcoin e como utilizá-lo, até questionamentos mais complexos — como mineração, regulamentação e futuro da Web3. Dessa forma, o compilado abrange todos os públicos, do iniciante ao avançado.
O livro é considerado peça fundamental para os leitores que buscam por conhecimento teórico e prático sobre a primeira criptomoeda lançada. Por meio de uma narrativa fluída, que utiliza de exemplos reais e analogias, o autor consegue tornar acessível temas que, por vezes, são considerados complexos. Ainda, na obra são estabelecidas conexões sobre como o ativo está moldando o futuro do dinheiro e corroborando para a revolução digital.
O lançamento faz parte de um compilado de títulos lançados pela Editora Portal do Bitcoin, com o objetivo de democratizar o conhecimento sobre finanças digitais. Em 2023, foi publicado o livro “101 Perguntas sobre Ethereum” — obra que traz estudos de caso, panorama atual e histórico do Ethereum, além de exemplos reais da usabilidade do ativo. Ao todo, a Editora deve lançar mais sete obras neste ano.
“Considerando o halving do Bitcoin em abril, existe uma projeção para que muitos investidores de varejo comecem a se interessar pelo universo cripto. Desse modo, é interessante que exista um compilado das principais dúvidas sobre o Bitcoin, seguidas de respostas embasadas por um profissional consolidado neste mercado ao longo dos anos. Este pode ser um guia inicial ou um aprofundamento para quem deseja entrar no jogo da Web3 o quanto antes”, destaca Carlos Eduardo Moura, editor executivo do Portal do Bitcoin.
Breno Brito, autor do livro, é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade de Brasília. Atualmente, trabalha como especialista na fusão entre Bitcoin e Inteligência Artificial, com modelos de linguagem de conhecimento geral, técnico e de código. Em sua trajetória profissional, atuou como cientista de dados sênior no Mercado Bitcoin.
O 101 Perguntas sobre Bitcoin, obra mais recente do autor, já está disponível na versão física, na Livraria da Travessa e, a partir de 27 de junho de 2024, também na digital na Amazon.
O lançamento de “101 Perguntas sobre Bitcoin” acontecerá na Livraria da Travessa, na unidade de Brasília (CASAPARK – SGCV/Sul Lote 22 – 4A, Guará, Brasília, DF), em 21 de maio às 19h. O autor Breno Brito estará disponível para autógrafos.
Publicado no Portal do Bitcoin em 17 maio de 2024.
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Entender o preço do Bitcoin e como o mercado funciona é uma tarefa difícil para quem observa apenas os gráficos de preço. Entretanto, ao observarmos através da ótica matemática, começamos a entender uma série de ineficiências neste mercado. Hoje conversaremos com o Breno Brito para entender como utilizar inteligência artificial para compreender o Bitcoin.
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O BlockTrends é uma EdTech brasileira focada em Web3 e na indústria da blockchain que tem como missão educar, informar e instruir investidores de ativos digitais sobre as oportunidades, riscos e inovações no setor. Nosso objetivo é reduzir o gap educacional entre entusiastas de criptomoedas e ampliar o entendimento básico sobre essa classe de ativos.
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]]>Para trazer ainda mais poder e independência a estes sistemas surgiu a Web 3.0, uma nova internet onde usuários conseguem interagir sem depender de intermediários centralizados. Essa revolução inclui o uso da tecnologia blockchain e sistemas descentralizados, porém, ainda se encontra em estágio inicial.
Quer entender o que é inteligência artificial, ChatGPT e como essa revolução está transformando a Web 3.0? Siga a leitura com o Mercado Bitcoin (MB).
Inteligência artificial (artificial intelligence) é uma disciplina ampla, um sistema computacional que vai além da execução de ordens específicas. Desse modo, consegue tomar decisões e alterar seu comportamento conforme a cada situação.
A grosso modo, a inteligência artificial é a capacidade das máquinas de imitar o raciocínio lógico humano, que decide quais caminhos seguir conforme a necessidade. Esse aprendizado se baseia em machine learning e possui sua própria lógica para atualizar o conhecimento e resolver os problemas de maneira otimizada.
Os resultados dessa inovação estão surgindo a cada mês com o lançamento de novas ferramentas, incluindo Midjourney, ChatGPT, Soundful, entre outros. São aplicações que muito facilitam a vida de criadores de conteúdo, desenvolvedores, e, mais importante, melhoram a experiência dos usuários em diferentes áreas.
Em suma, inteligência artificial é uma habilidade de aproveitar determinada solução, adaptando e aplicando este modelo em outro problema.
Web 3.0 é a internet baseada em sistemas descentralizados, ou seja, que tira o controle sobre os dados dos usuários das mãos das grandes empresas de tecnologia. Na prática, utiliza a tecnologia blockchain para garantir a privacidade e propriedade das informações.
Por exemplo, uma rede social da Web 3.0 não consegue censurar mensagens ou bloquear o acesso de determinado usuário. Ao trabalhar com smart contracts, os contratos programáveis, esse mecanismo assegura regras de utilização claras e imutáveis, independente da vontade de empresas e governos.
Inteligência artificial é um conjunto de diversas tecnologias, mais precisamente sistemas de aprendizado que emulam redes neurais através de algoritmos — machine learning. Se pensarmos nessa ferramenta como um método de autoaprendizado para sistemas, é possível imaginar diferentes usos na internet descentralizada Web 3.0.
A inteligência artificial pode ajudar a resolver o problema da escalabilidade, a capacidade de lidar com grandes bancos de dados. Ao utilizar sistemas para prever quais informações determinada aplicação Web 3.0 pode necessitar, esse mecanismo reduz o tempo necessário para consulta no blockchain.
Por mais experientes que sejam os programadores ou o desenho das rotinas de salvaguardas, é quase impossível evitar brechas em sistemas complexos como as finanças descentralizadas (DeFi). Essas aplicações financeiras da Web 3.0 executadas por smart contracts são vulneráveis aos hackers, portanto a inteligência artificial pode continuamente realizar testes e melhorias para antever falhas.
Existem aplicações descentralizadas que trouxeram inovações antes impossíveis de se realizar nos meios tradicionais. Por exemplo, os itens digitais exclusivos dos jogos com blockchain, registrados no formato de token não-fungível (NFT). Um protocolo Web 3.0 usando inteligência artificial poderia realizar empréstimos ou depósito remunerado (staking) desses ativos de forma automática.
Um dos maiores benefícios da Web 3.0 para os usuários é o controle de seus dados pessoais, algo que jamais deveria ficar nas mãos de empresas centralizadas. O risco de vazamento ou uso incorreto de informações sensíveis é eliminado com o uso de ferramentas de “prova de conhecimento Zero (ZK)”, embora esta tarefa seja mais facilmente executada por algoritmos — justamente a área onde a inteligência artificial é extremamente eficiente.
A inteligência artificial funciona através de códigos de programação baseados em funções matemáticas. Dessa forma, a IA equivale a uma máquina com a capacidade de analisar uma grande quantidade de dados utilizando um programa que evolui constantemente.
A maneira que esse mecanismo analisa dados irá depender da finalidade e da abordagem necessária para cada consulta. Se baseia em grandes volumes de dados e algoritmos inteligentes, machine learning, permitindo ao sistema interpretar padrões e informações para aprender por conta própria. Quanto mais a IA for retro-alimentada com dados a partir de novas interações, melhor tende a ser o resultado entregue. Pode-se dizer que a inteligência artificial é baseada na própria experiência humana, pois é a partir desse registro histórico disponível que o software extrai as informações que considera relevantes.
Machine Learning é um subcampo da Inteligência Artificial que se ocupa do desenvolvimento de algoritmos. Em outras palavras, funciona ensinando às máquinas como aprender a partir de grandes quantidades de dados para encontrar padrões e aprender com esses padrões.
Lembra que falamos da capacidade da inteligência artificial de buscar informações que considera relevantes para atualizar seu próprio software?
Machine Learning traz o aperfeiçoamento sem intervenção humana com sistemas que buscam dados e experimentam novos padrões em cada tomada de decisão. Permite a AI otimizar a solução ao longo do tempo, adaptando o conhecimento para cada situação ao invés de sempre retornar a mesma resposta. Em suma, o mecanismo de “aprendizado de máquina” oferece capacidade de entrada de novos dados conforme seu uso, e através desse feedback, permitem projeções e desenvolvimento de modelos para aprimorar o resultado futuro.
Agora que você entendeu o que é Inteligência Artificial, como funciona, e sua relação com a Web 3.0, vamos conferir algumas das aplicações desta tecnologia em diferentes segmentos, com exemplos de uso no dia a dia.
Mecanismos de biometria e detecção de fraudes aumentam a qualidade dos serviços, reduzindo as chances de ataques, incluindo o uso indevido de sistemas. Ao notar alterações no padrão de utilização, ferramentas aprimoradas por AI são infinitamente mais capazes de detectar fraudes em tempo-real. O rastreamento de suspeitos por câmeras de segurança é outra aplicação facilmente otimizada por uma enorme base de vídeos e dados históricos.
Sistemas equipados com inteligência artificial conseguem prever o comportamento humano mesmo sem acessar qualquer dado pessoal do usuário. Por exemplo, ao determinar o horário de uma busca no aplicativo, o software pode priorizar resultados em funcionamento naquele instante. Muito além do Siri ou Alexa, esses sistemas de predição se alimentam com informações das mais diferentes áreas para otimizar a resposta segundo a necessidade de cada usuário.
Engana-se que computadores são incapazes de criar textos, imagens, músicas ou vídeos envolvendo cenas e emoções complexas. Ao se basear nos registros disponíveis em seu crescente banco de dados, a AI consegue detectar o que torna uma música romântica, ou que expressões humanas denotam compaixão. Esses sistemas criam conteúdo autêntico, e muitas vezes surpreendentes até para experts em suas áreas. Não acredita? Abaixo trazemos exemplos de aplicações 100% funcionais utilizando inteligência artificial.
Essas aplicações de IA obtiveram grande sucesso nos últimos meses ao replicar o poder de criação humano. Sua surpreendente capacidade de originar idéias e relacionar conhecimentos aparentemente sem relevância fez com que a comunidade repensasse o potencial da tecnologia.
ChatGPT, ou “Transformador Generativo Pré-treinado”, é uma ferramenta que gera conteúdos escritos em linguagem fluente, sobre basicamente qualquer tema — do mais óbvio até algo filosófico ou sem necessidade de pensamento racional. Esse sistema, que recebeu um aporte bilionário da gigante de tecnologia Microsoft, consegue compor poemas, elaborar roteiros de viagem, redigir pautas acadêmicas, ou desenvolver linhas de código computacional em poucos segundos.
Em poucas palavras, Midjourney é um gerador de imagem baseado em pedidos solicitados através do Discord, que podem incluir uma lista de palavras, a descrição de uma cena, ou mesmo outra imagem como ponto de partida. Esses comandos de texto são interpretados e consultados na enorme base de registros, para então renderizar maravilhas que encantam por sua criatividade e capacidade de despertar emoções.
Soundful é uma plataforma que cria trechos musicais de diferentes gêneros para uso em gravações de estúdio, podcasts, aplicativos, ou trilhas sonoras de vídeos. Elementos como o tempo e o tom podem ser facilmente customizados, e o melhor de tudo, sem necessidade de pagamento de royalties. Dentre seus investidores estão a Universal Music, Disney e Beatport.
“No man is better than a machine, and no machine is better than a man with a machine”.
Tradução livre: “Nenhuma pessoa é melhor que uma máquina e nenhuma máquina é melhor que uma pessoa com uma máquina”.
— Richard Bookstaber, professor no MIT economics, em seu livro “The End of Theory”.
Embora na ficção científica seja comum atribuir características de humanos aos robôs capazes de processar uma gigantesca nuvem de dados e replicar nosso raciocínio, estes sistemas são — ao menos por enquanto — incapazes de nos substituir.
Isso porque o objetivo da inteligência artificial é melhorar as habilidades e contribuições humanas, ou seja, trabalhando em conjunto com nossas demandas e necessidades.
Conforme a evolução desses sistemas, é provável que a própria necessidade da entrada de dados, o pedido ou ordem de execução, seja automatizada, eliminando por completo a necessidade de intervenção humana.
Não se trata de substituir as pessoas em determinados trabalhos, e sim em automatizar rotinas — como fazer o input de dados, pedido ou ordens de execução — para que os humanos se dediquem a atividades onde sua genialidade e capacidade cognitiva se diferenciam das máquinas.
A utilização cada vez mais popular é um setor extremamente promissor. Por outro lado, enfrenta alguns desafios. Abaixo citamos alguns destes desafios que limitam o uso da inteligência artificial no curto prazo.
Mesmo que existam informações públicas, a forma que os aplicativos acessam esses dados e como os organizam pode comprometer o resultado do produto final. Como saber se estes foram corrompidos, coletados de maneira incorreta ou catalogados fora de ordem? Não é incomum encontrar na internet relatos de pessoas que utilizaram o ChatGPT para formular textos inteiros cujas informações foram baseadas em referências que nem sequer existem — foram inventadas pelo aplicativo.
Como proceder caso você se sinta lesado por um material criado pela inteligência artificial, seja pelo uso indevido de imagem, do conteúdo autoral, ou até mesmo de citações negativas por essas ferramentas? Como definir quem é o autor desse material para fins legais ou de responsabilidade cível? Essas questões devem ser bem esclarecidas para evitar conflitos indesejados de operações autônomas.
O MB conta com uma equipe de Data Science para o desenvolvimento de modelos de aprendizado de máquina e inteligência artificial em escala. Esses modelos compõem soluções que geram resultados para diversas áreas da empresa.
De forma específica, os resultados obtidos por meio dos sistemas de IA desenvolvidos auxiliam nas tomadas de decisão da empresa e nas propostas de novos produtos para melhoria da experiência dos nossos clientes.
Nesse contexto, por exemplo, os modelos de inteligência artificial desenvolvidos realizam a tarefa de segmentação de clientes a partir de seus interesses, de modo que possam ser direcionados os produtos e serviços mais interessantes para cada perfil. O mundo cripto é dinâmico e, com isso, as segmentações devem acompanhar essas mudanças. A inteligência artificial é uma peça chave nesse ponto em função da escala e da dinâmica de mercado.
Outra área em que a IA também é explorada, é o desenvolvimento de algoritmos para detecção de fraudes — um dos primeiros projetos da equipe de Data Science no MB.
Atualmente, esses algoritmos trabalham em conjunto na busca de detecção de padrões que levem ao comportamento suspeito na plataforma.
Segundo Breno Brito, Cientista de Dados do MB, “É muito difícil de prever o que um atacante pode fazer para realizar uma fraude. Podemos sempre catalogar e criar novas regras, mas um fraudador vai descobrir novas formas de burlar essas regras. Este é um ótimo caso de uso para o aprendizado de máquina, pois não é preciso definir regras explícitas, o modelo procura por padrões e encontra anomalias, mesmo que sejam completamente inovadoras.”
Breno acrescenta que usando essa nova informação, conseguem detectar comportamentos que dão indício de fraudes, mesmo quando não havia nenhuma instrução para a inteligência artificial procurar este padrão. “É nessa hora que nossa equipe de especialistas humanos recebe o sinal de suspeita, averigua os comportamentos estranhos e decide se intervém ou não”, afirma Breno.
Esse é um tema de relevância no mercado e, desse modo, a prevenção e o combate às fraudes contribui para a proteção no mundo cripto.
Com o avanço da inteligência artificial e do próprio aprendizado do machine learning, será possível entregar experiências personalizadas segundo o perfil e necessidades de uso. Na Web 3.0, isso não é diferente, embora o usuário seja responsável por seus dados, definindo quem acessa suas informações pessoais, histórico de navegação, e login de acesso.
É natural que o metaverso, a realidade virtual integrada com o universo físico, tenha rotinas aprimoradas por IA — algumas vezes de forma imperceptível, como nas ferramentas de busca, porém em outros casos oferecendo um modelo onde cada usuário seleciona se deseja deixar funções a cargo de sistemas autônomos preditivos. Essas inovações poderiam, por exemplo, trazer as informações e opções mais utilizadas ao explorar novos terrenos ou aplicativos nestes universos.
Pense na indústria de jogos, que atualmente necessita de uma equipe de ilustração, animação, som, e conhecimento em diferentes áreas para integrar a tecnologia do blockchain e NFT. Com a inteligência artificial, muitas destas áreas podem ser semi-automatizadas, ou seja, facilitando o processo de criação e efetiva entrega. Essa mudança reduz o custo do lançamento de jogos com alta qualidade e recursos de co-participação na Web 3.0.
Exemplos dessa integração da inteligência artificial na Web 3.0 podem incluir soluções de privacidade, ocultando de forma automática eventuais rastros deixados pelo usuário ao utilizar aplicações controladas por smart contracts com registro no blockchain. De qualquer maneira, são várias as vertentes aonde a IA pode otimizar a experiência de uso de sistemas descentralizados.
Ficou claro como a inteligência artificial, e suas ferramentas ChatGPT, Midjourney, e Soundful se integram perfeitamente na Web 3.0 para aprimorar o desenvolvimento e experiência de uso? Agora é só começar a usar.
Publicado no Mercado Bitcoin em 05 maio de 2024.
]]>Neste Bipa Cast, Caio Leta (@caioleta_) conversou com Breno Brito (@brenorb), engenheiro do projeto Spirit of Satoshi e host do Bitdevs de Brasília, sobre a questão que paira na cabeça de muitos: afinal, o Halving está precificado?
O QUE É O BIPA CAST?
O Bipa Cast é uma das linhas de podcast da Bipa. Nele, aprofundamos assuntos mais específicos do ecossistema, dinheiro, negócios, análises de mercado e sociedade sob a perspectiva do bitcoin.
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A cada quatro anos, o subsídio pago aos mineradores por bloco minerado diminui pela metade pelo halving, fenômeno previsto no cerne do sistema Bitcoin. Agora, a recompensa irá cair de 6,25 BTC para 3,125 BTC. Daqui oito anos, o prêmio será de 0,78125. Por volta de 2140, não haverá mais subsídio algum por bloco minerado. A partir deste ponto, a única remuneração dos mineradores virá exclusivamente das taxas de transação.
O problema está relacionado ao seguinte cenário: com a redução das recompensas, é provável que menos pessoas se dediquem à mineração. No entanto, Satoshi Nakamoto considerou isso ao criar o Bitcoin, implementando um mecanismo que ajusta automaticamente a dificuldade de mineração da rede, garantindo o intervalo de dez minutos entre os blocos.
O ajuste na dificuldade de mineração é programado para acontecer na blockchain do Bitcoin a cada duas semanas, tornando mais fácil ou mais difícil minerar a criptomoeda de acordo com o número de mineradores trabalhando na rede.
Esse ajuste vai garantir no futuro que a atividade de mineração continue funcional, mesmo com um pequeno número de mineradores ativos. No entanto, um problema persiste: quanto menos poder computacional empregado no Bitcoin por mineradores, menos segura a rede se torna.
Porém, um movimento de saída dos mineradores por conta de recompensas menores é automaticamente acompanhado por outras ondas, explica Breno Brito, engenheiro de IA da empresa Spirit of Satoshi.
“É um equilíbrio dinâmico. Se cai o hashrate [poder de computação da rede], fica menos seguro, mas também fica mais lucrativo, o que vai incentivar outros mineradores a competir e a buscar maneiras ainda mais eficientes de minerar, voltando a trazer segurança para a rede”, diz.
Outro ponto levantado por Brito é que, nesse cenário de menor segurança momentânea, aqueles que poderiam atacar a rede são justamente os que saíram, devido à necessidade de maquinário e conhecimento altamente técnicos. No entanto, segundo ele, esses indivíduos não conseguiriam competir de forma lucrativa.
Esticando a hipótese, Brito afirma que a única forma de ataque seria se um Estado estivesse acumulando ASICs (máquinas de minerar Bitcoin) para quando essa queda teórica acontecesse. “Porém, dificilmente essa entidade conseguiria fazer um ataque surpresa, porque certamente o ecossistema perceberia esse aumento na produção de novas mineradoras”.
Flávio Hernandez, chief business officer da Arthur Inc, descarta a possibilidade de queda na segurança da rede Bitcoin à medida que as recompensas dos mineradores diminuem devido ao halving: “A eficiência da rede sempre aumentará”.
Segundo Hernandez, é mais uma questão de quais mineradores vão conseguir manter seus negócios economicamente viáveis. “Aqueles que têm o custo marginal de produção mais baixo sobreviverão. Por outro lado, os menos competitivos são expurgados. Talvez a melhor forma de responder não é falar sobre possível perda no poder computacional, mas sim que exista um aumento da eficiência no processamento, fazendo com que os menos eficientes se tornem inviáveis”.
Falando com a experiência de quem coloca a teoria na prática, Hernandez afirma: “Nós, mineradores, sabemos que a remuneração é estacionária e o retorno está muito mais atrelado ao custo de produção do que ao próprio preço do Bitcoin”. Ele explica que a Artur Inc é uma empresa de brasileiros, fundadas nos EUA e que hoje atua também no Brasil com mineração de Bitcoin, usando energia ociosa.
O executivo ressalta que o momento em que as taxas de transação se tornarão predominantes ainda está longe e seria um exercício de futurologia prever o que realmente acontecerá. “Há muitas variáveis que vão sair e entrar, criando assim um novo cenário. Porém, acredito muito nos protocolos de segunda camada como o principal pagador de taxas no futuro”, comenta.
Hernandez traz dados atuais para mostrar como o cenário da mineração é pujante: são 13 empresas listadas na Nasdaq exclusivamente atuando com mineração de bitcoin, com um valor de mercado somado próximo a US$ 20 bilhões.
“Gigantes de infraestrutura e energia estão investindo bastante em nosso setor. Como exemplo, a BlackRock comunicou recentemente ser a segunda maior cotista em quatro destas empresas listadas na bolsa de Nova York. A adoção do Bitcoin é crescente, seu uso em protocolos de segunda camada, bem como sua entrada no mercado institucional com a aprovação recente dos ETFs”, afirma.
Diante desse cenário de especulações sobre o futuro do Bitcoin, os especialistas parecem concordar em um ponto: haverá um aumento das taxas para transacionar na rede. Breno Brito afirma que “o que pode reduzir a segurança da rede é se as taxas deixarem de aumentar” e que todo mundo que pensou mais profundamente sobre a rede “chegou à conclusão de que lá na frente se vai pagar taxas muito altas”.
Seu raciocínio é acompanhado por Narcélio Filho, sócio da MiingMath, que diz imaginar que no futuro será muito mais caro usar a rede Bitcoin. “Quando criou o Bitcoin, Satoshi imaginou que o crescimento seria natural e as taxas substituiriam a recompensa. Se não substituírem, pode prejudicar a segurança”, afirma.
Já Flávio Hernandez também reconhece ser provável que isso aconteça, mas que há soluções. “Acreditamos que as inovações tecnológicas, como as soluções de layer 2 (segunda camada) e outras melhorias de escalabilidade, têm o potencial de manter as taxas acessíveis e melhorar a eficiência da rede, reduzindo assim a pressão sobre os usuários para financiar a rede por meio de taxas altas”, conclui.
Publicado no Portal do Bitcoin em 06 abril de 2024.
]]>[₿] O universo profissional do mercado de digital assets e blockchain é permeado por muitos “herois de bastidores”. São pessoas que não estão no highspot light, mas que produzem contribuições muito sólidas e consistentes nos bastidores.
🦸 Um destes importantes atores é o Breno Brito. Engenheiro de Formação e com bastante experiência no Mercado Financeiro, ele se envolveu com criptoativos (essencialmente #Bitcoin, mas também um olhar para blockchain como um todo) bastante cedo e teve oportunidade de ver e fazer muito coisa ao longo dos últimos 8 anos.
📈 Depois de construir uma startup numa época em que #criptoativos era um tema absolutamente desconhecido, ele nunca mais parou de “mexer com isso”. Escreveu e traduziu artigos, participou de eventos, ajudou fazer diligências e investigações on-chain, atuou em caso de “wash trading”, e até usou análises quantitativas para prever movimentos importantes do mercado.
💹 Sua passagem pelo Mercado Bitcoin (maior exchange de criptoativos do Brasil) também lhe rendeu reconhecimentos profissionais relevantes, sendo um dos “influencers” internos que ajudou a difundir conhecimento qualificado para toda organização.
📊 Hoje ele usa análises quantitativas e inteligência artificial para analisar e inferir:
🎙️ Nesse papo, Breno e Victor Cabral falaram um pouco de tudo isso e desmistificaram (através de exemplos) a aplicabilidade da análise quantitativa nos dias atuais. Baita papo!
]]>Neste episódio, conversei com o Breno Brito sobre um artigo, baseado em um capítulo do seu novo livro, que explica de modo geral quais são as novidades tecnológicas que vem sendo desenvolvidas para o bitcoin. Artigo original: https://portaldobitcoin.uol.com.br/quais-novas-tecnologias-devem-surgir-nos-proximos-anos-no-bitcoin/ Quem quiser abrir uma conta na Bipa e ganhar uns reais de brinde, é só usar o cupom “explica” durante o processo de abertura ou clicar no link abaixo: https://convite.bipa.app/explica
]]>Um desses problemas é a escalabilidade. Devido à natureza intrinsecamente onerosa da tecnologia blockchain, mesmo com todas as melhorias existentes, ainda não é possível todas as pessoas do mundo usarem o bitcoin – e nem qualquer outra criptomoeda – para todas as transações do dia a dia de maneira não custodial e descentralizada.
É crucial ressaltar que, mesmo na forma atual, já desfrutamos de benefícios significativos em comparação com o sistema anterior. Isso se reflete na facilidade de transações, na eliminação de fronteiras em pagamentos internacionais, na capacidade de realizar transações não censuráveis, na facilidade de auditoria e na presença de uma ampla concorrência e inovação no setor. Essas vantagens são especialmente evidentes quando comparadas com as limitações do dinheiro fiduciário tradicional.
As próximas grandes inovações do bitcoin provavelmente se concentrarão na resolução da escalabilidade. Em breve, poderemos testemunhar o desenvolvimento de:
O próximo soft fork provavelmente será algum tipo de covenant, uma forma de obrigar o receptor de bitcoin a seguir regras predefinidas. Por exemplo, eu posso definir um contrato onde o receptor só pode gastar para um endereço específico; isso é particularmente útil para construir cofres virtuais.
A maior chance dos covenants serem implementados se deve ao fato que ele viabiliza muitos dos itens acima. Hoje existem várias propostas de implementação de covenants, como CTV, OP_CAT, OP_VAULT, OP_TXHASH e CATT.
Outro problema que nos próximos anos pode começar a ficar mais aparente é a padronização de como transmitir seus bitcoins como herança para seus filhos e recuperação de bitcoins.
Diferente de sistemas custodiais, nos quais empresas têm controle sobre seus dados e podem recuperar sua senha, caso você perca sua chave privada, você não conseguirá mais usar seus bitcoins. Já existem algumas formas de trabalhar esse problema e algumas empresas focadas nisso, mas não existem melhores práticas bem estabelecidas. Mesmo assim, inovações interessantes estão surgindo no setor, como as propostas pela empresa Casa Hodl e a carteira Liana.
Embora a volatilidade do bitcoin tenha diminuído ao longo do tempo, ainda se mantém em níveis significativos, impedindo sua adoção generalizada como unidade de conta.
Outras altcoins usaram a alta capacidade de programabilidade das redes para criar moedas estáveis algorítmicas sobrecolateralizadas, ou seja, uma forma de replicar o dólar usando apenas código.
Apesar de replicar também praticamente todos os problemas do dólar, esse dólar sintético não depende de bancos para enviá-lo pela internet e mantém o valor estável de unidade de conta do dólar, o que pode ser bem útil para uma pessoa que queira evitar volatilidade.
Aproveitar a rede bitcoin para emitir outros ativos usando a mesma infraestrutura também é algo que pode melhorar o uso futuro e integração do bitcoin no dia a dia das pessoas. Existem iniciativas para facilitar esse tipo desenvolvimento e aumentar a expressividade da programação dos contratos inteligentes no bitcoin como:
Com os avanços e popularização dos modelos mais novos de inteligência artificial, surgiu um novo mercado onde o bitcoin pode ser relevante.
Hoje, quase todo pagamento na internet é baseado em crédito, o que gera várias dificuldades, dentre elas: demora entre o pagamento e a liquidação, risco de estorno, risco de fraudes de cartão de crédito, necessidade de KYC, e outras.
Além disso, um agente de IA autônomo não consegue ter sua própria conta bancária em dinheiro fiduciário. Todas essas questões conseguem ser resolvidas usando um bearer asset como bitcoin na lightning. O protocolo L402 já está implementado na Langchain, uma das bibliotecas de IA mais populares e em breve deveremos ver ele ser usado com mais frequência.
Além disso, hoje existe um grande problema relacionado a redes sociais. Esse problema é muito difícil de resolver porque assim que uma rede social adquire um tamanho grande o suficiente, sair dela e migrar para outra é inviável se todas as pessoas não fizerem isso junto.
Isso gera poucos monopólios decidindo o que pode ser apagado ou reforçado e basicamente escolhendo o que você vai ver. Usando um raciocínio similar ao sistema de incentivos do bitcoin, um brasileiro desenvolveu o NOSTR, um protocolo de comunicação resistente à censura.
Com base nele, uma rede social nada mais seria do que uma forma de ver as informações geradas pelas pessoas, garantindo o controle do usuário sobre seus dados, facilitando a concorrência e a inovação. Ele é uma ótima alternativa aos sistemas de “Web3” de hoje, que tentam encaixar tudo dentro de uma blockchain ineficiente e geram um token desnecessário para ganhar em cima dos usuários.
Holepunch é uma tecnologia P2P também focada em comunicação que promete trazer mais privacidade, simplicidade e eficiência. Ele e o NOSTR podem vir a ser bons canais de comunicação para coordenação de outros protocolos que usam bitcoin.
Esses são só alguns exemplos de tecnologias que já estão sendo pensadas. Certamente muitas outras ainda mais inesperadas surgirão no futuro próximo.
Publicado no livro 101 Perguntas sobre Bitcoin e no Portal do Bitcoin em 26 de dezembro 2023.
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