Zup Innovation https://zup.com.br/ Sua aliada tech do agora ao futuro Mon, 05 Jan 2026 19:50:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://zup.com.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-Icon-32x32.webp Zup Innovation https://zup.com.br/ 32 32 World AI Summit 2025: A Nova Era da Soberania em Inteligência Artificial https://zup.com.br/blog/world-ai-summit-2025/ Thu, 27 Nov 2025 12:31:58 +0000 https://zup.com.br/?p=24179 O World AI Summit 2025, realizado em Amsterdã, trouxe à tona discussões cruciais sobre o papel da Inteligência Artificial (IA) na geopolítica e nas estratégias corporativas globais. Com a presença de líderes tecnológicos e corporações de ponta, o evento destacou a IA como um ativo estratégico essencial para a próxima década. 

A busca por soberania em IA emergiu como um tema central, apontando para a necessidade de nações e empresas desenvolverem e operarem suas próprias tecnologias de forma independente. 

Este artigo explora as principais ideias discutidas no World AI Summit 2025 e suas implicações para o futuro.

Zup Expedition no World AI Summit 2025

O World Summit AI é um dos maiores eventos de Inteligência Artificial do mundo. Realizado anualmente em Amsterdã, na Holanda, esse foi o nosso segundo ano no evento!

Para acompanhar de perto as inovações e discussões mais relevantes em Inteligência Artificial organizamos uma comitiva composta por clientes, empresas parceiras, pesquisadores do Zup Labs e ainda nosso time de profissionais que atuam em nossa consultoria e no desenvolvimento da nossa plataforma de orquestração de agentes de IA para o ciclo de desenvolvimento de software, a StackSpot

Confira os destaques da Zup Expedition no World AI Summit 2025 neste vídeo:

IA Soberana: Um imperativo estratégico

O “Sovereign AI” ou “IA Soberana”, em português, refere-se à capacidade de uma nação ou organização de desenvolver e operar suas próprias tecnologias de IA, garantindo independência em relação a terceiros. Isso se torna vital em um mundo onde a inteligência é convertida em poder econômico e autonomia nacional. Durante o World AI Summit 2025, ficou claro que a soberania tecnológica não é apenas uma questão de orgulho nacional, mas uma necessidade estratégica para manter o controle sobre dados, modelos e infraestrutura crítica.

Os Estados Unidos, China e os países na União Europeia estão na vanguarda desta corrida pela soberania em IA com a adoção de abordagens distintas para alcançar seus objetivos: 

  • Os EUA apostam na força do setor privado, com gigantes como Nvidia e OpenAI liderando a inovação. 
  • A Europa, por outro lado, busca um equilíbrio entre inovação e ética, com o AI Act estabelecendo diretrizes para o uso seguro da tecnologia. 
  • Já a China foca na autossuficiência total até 2030, embora ainda dependa de GPUs norte-americanas para treinar seus modelos avançados de IA.

Desafios e oportunidades da soberania em IA

A busca pela soberania em IA não é isenta de desafios. O dilema é que a independência total pode gerar novas formas de dependência, especialmente quando se trata de hardware, nuvem e algoritmos fornecidos por poucos players globais. A solução pode estar na soberania seletiva: escolher estrategicamente o que controlar internamente e o que terceirizar.

Por isso, empresas precisam adotar uma “autonomia inteligente”, identificando quais ativos são críticos, quais são estratégicos e quais são operacionais. Isso orienta investimentos, reduz riscos e constrói uma vantagem competitiva sustentável. 

Em última análise, a soberania em IA não é um destino final, mas um exercício contínuo de estratégia e discernimento.

A visão européia de controle estratégico

A Europa representa uma abordagem única no cenário global de IA. No World AI Summit 2025, a UE destacou seu compromisso com o uso responsável, sustentável e ético da tecnologia. O AI Act é uma prova desse compromisso, estabelecendo diretrizes rigorosas para o uso seguro da IA. Apesar das críticas sobre seu potencial impacto na inovação, grandes empresas têm aderido às demandas europeias.

A palestra de Karen Hao, autora de “Empire of AI”, chamou a atenção para o risco de monopólio no controle da pesquisa e desenvolvimento de modelos de larga escala.

Movimento AI for Good: alinhando tecnologia e propósito

Outra discussão significativa no World AI Summit 2025 foi o movimento AI for Good, que promove o desenvolvimento da IA em sinergia com desafios humanos e sociais. Exemplos incluem o uso de IA no setor farmacêutico para descobrir novos medicamentos e no serviço nacional de saúde do Reino Unido para agilizar processos administrativos.

O Brasil está engajado nesse movimento – chamado em português de IA para o bem de todos -, com um plano até 2028 que tem como objetivo fomentar o desenvolvimento de IA focado na superação de desafios sociais, ambientais e econômicos, em alinhamento com a iniciativa da ONU. 

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) brasileira também desempenha um papel fundamental de governança, assegurando a segurança e o uso responsável dos dados.

Para alinhar tecnologia e propósito, práticas de governança voltadas para uma IA responsável, ecossistemas colaborativos e projetos centrados no ser humano são essenciais. Como resultado, empresas e organizações podem obter vantagem competitiva, gerar valor a longo prazo e fortalecer a credibilidade da marca.

Colaboração inteligente como diferencial competitivo

A colaboração entre humanos e IA foi um ponto central do summit. Em um painel sobre escalabilidade com IA agêntica, líderes discutiram o equilíbrio entre autonomia dos agentes e controle humano para garantir confiabilidade e responsabilidade. A governança orquestrada e o treinamento das equipes são essenciais para criar uma relação de confiança entre humano e tecnologia.

O conceito de “human centric design” também foi explorado, reforçando a importância da supervisão humana em ciclos críticos como treinamento e validação dos modelos. A ideia é assegurar que a IA atue de forma ética e alinhada aos valores organizacionais.

Foto do grupo da Zup Expedition em frente a entrada do World AI Summit 2025.

Preparando-se para o Futuro da IA

O World AI Summit 2025 deixou claro que as organizações que investirem na prontidão multimodal das pessoas nesse novo paradigma estarão mais bem posicionadas para capturar valor e inovar. A colaboração inteligente entre humanos e IA pode representar um diferencial competitivo significativo, promovendo aprendizado contínuo, governança eficaz e uma cultura orientada à IA.

O futuro do trabalho será automatizado e colaborativo. A questão é: sua organização está pronta para esse novo paradigma?

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Ecossistema tecnológico da China: 4 insights para o seu negócio https://zup.com.br/blog/ecossistema-tecnologico-da-china-insights/ Wed, 17 Sep 2025 20:42:21 +0000 https://zup.com.br/?p=22834 O ecossistema tecnológico chinês destaca-se pela inovação e pela integração, sobretudo em Inteligência Artificial (IA). Com uma vasta base de dados de alta qualidade, um ecossistema robusto – que abriga gigantes como Alibaba, Huawei e Meituan – e políticas públicas e investimentos significativos, o país se consolida como potência global em IA em um ambiente em que o digital e o físico coexistem de forma intensa. Para se ter uma ideia, já foram lançados na China mais de 1.500 modelos de IA, o que representa mais de 40% do total mundial.

Para acompanhar isso de perto, em julho, o diretor de Tecnologia, Rodrigo Peçanha, a head do Zup Labs, Ana Camargo e o pesquisador sênior do Zup Labs, Gustavo Pinto, estiveram em três das maiores cidades do país – Pequim, Hangzhou e Xangai –, visitaram grandes empresas como as mencionadas acima, e participaram do World Artificial Intelligence Conference (WAIC) 2025.

Na edição deste ano do evento, um dos principais destaques surgiu na abertura da conferência, quando o premiê chinês, Li Qiang, anunciou a criação de uma organização internacional para coordenar políticas de governança de inteligência artificial  para coordenar políticas de governança de IA em busca de um consenso global. Também foi lançado o Global AI Governance Rules Map, plataforma que reúne legislações e diretrizes de diversos países e funciona como um “radar” regulatório internacional quase em tempo real, permitindo acompanhar as atualizações globais em IA e antecipar tendências.

A imersão reforçou que o avanço chinês em IA integra um plano estratégico estruturado, alinhado a iniciativas que miram a liderança não apenas em IA, mas também em semicondutores, biotecnologia e computação quântica

Com base nessa imersão, reunimos quatro insights da realidade tech da China para a sua empresa. 

4 insights sobre o ecossistema tecnológico da China

Os principais insights do time do Zup Labs sobre o ecossistema tecnológico da China são:

  1. Economia do Silício e Intelligent Domestic Product (IDP)
  2. Dados de qualidade são um grande diferencial competitivo
  3. Perspectiva multidimensional
  4. Empresas e universidades juntas para impulsionar a inovação

A seguir, vamos ver cada insight em detalhes.

1 – Economia do Silício e o Intelligent Domestic Product (IDP)

Tradicionalmente, o valor de uma nação é medido pelo PIB, o Produto Interno Bruto. No entanto, na era da inteligência artificial, surge a necessidade de um novo indicador: o IDP,  ou Intelligent Domestic Product, ou em português, Produto Interno Inteligente.

Este conceito representa a soma do valor gerado pela “produção de IA”, como modelos e agentes, dentro de um território ou empresa.

Durante a WAIC 2025, discutiu-se a inteligência como um recurso estratégico nacional. No ecossistema tecnológico da China, os modelos de IA são comparados a fábricas modernas, os dados são a nova matéria-prima, e os algoritmos, a força de trabalho essencial.

Neste contexto, entra em cena a Economia do Silício (ou Silicon Economics) uma disciplina emergente onde o valor é medido por unidades de inteligência artificial, em vez de por bens tangíveis da produção industrial.

O valor agora reside em tokens processados, decisões automatizadas e execuções de modelos — os novos ativos produtivos. Se antes contávamos peças e toneladas, em breve passaremos a contar em linhas de código e execuções de IA.

Essa mudança transforma a gestão da tecnologia, que passa a focar não apenas em custos ou margens tradicionais, mas no impacto das operações automatizadas por IA. As métricas também influenciam a cultura organizacional. Para evoluir como organizações, é fundamental que adaptemos a forma como medimos nossa produção e operação.

2 – Dados de qualidade são um grande diferencial competitivo

Enquanto no Ocidente, a coleta de dados é predominantemente do comportamento digital das pessoas, a China demonstra que a integração de dados físicos pode elevar a inovação a novos patamares. E com dados coletados em tempo real vindos de experiências integradas entre o físico e o digital, a abordagem data-driven é levada ao extremo.

O ecossistema tecnológico da China é impulsionado por plataformas de pagamento integradas, mini-programas em Super Apps como o WeChat, sensores em ambientes físicos e inteligência artificial que personaliza conteúdo e atendimento. 

Essa riqueza de informações comportamentais permite uma personalização de serviços sem precedentes. 

No entanto, para transformar dados em uma verdadeira vantagem competitiva, a qualidade e o uso contextualizado são fundamentais. A governança de TI entra em cena como a chave para alinhar a estratégia, gerir riscos e mensurar o desempenho, assegurando que os dados sejam mais do que simples matéria-prima.

3 – Perspectiva multidimensional 

O mercado na China é marcado por ser um ambiente altamente competitivo, afinal se destacar em um contexto de uma população que passa de um bilhão de pessoas é um grande desafio.  Por isso, no ecossistema tecnológico da China, velocidade é tudo. Isso cria líderes resilientes e ágeis — especialistas em dominar mercados instáveis antes que a concorrência reaja. 

Com isso, destacamos 2 características:

3.1 – Business Driven

O comportamento da pessoa usuária é acompanhado com foco total em monetização. Por isso, os negócios na China são ágeis em criar novos produtos, entrar em outras verticais e pivotar rapidamente e quantas vezes forem necessárias.

3.2 – Domínio de toda a cadeia 

Com a China aprendemos que o diferencial competitivo pode estar em uma visão sistêmica, com integração profunda e velocidade de execução. Por isso, operar em mais de uma etapa (se não em todas) da cadeia de valor pode ser uma forma de não dar margem para concorrentes. 

Enquanto no Ocidente predomina a especialização – cada empresa focada em uma etapa (por exemplo, chip, modelo, infraestrutura, aplicação, integração) – na China, as big techs investem para controlar tudo: chips próprios, nuvem, modelo fundacional, aplicação verticalizada e agentes customizados. 

A abordagem chinesa facilita a integração, reduz dependências externas e acelera a entrega de soluções adaptadas ao mercado local e às prioridades do governo, além de refletir uma estratégia clara de soberania tecnológica.

Um exemplo para esse comportamento de dominar toda a cadeia é a empresa de carros elétricos NIO. Muito mais do que uma montadora de carros, ela domina toda a cadeia de valor do carro inteligente, do chip ao sistema operacional, da engenharia ao uso massivo de inteligência artificial generativa.

No Ocidente, o processo é mais fragmentado. Por exemplo, a Nvidia faz chip, OpenAI/Google/Microsoft criam modelos, AWS/Azure fornecem infraestrutura, integradores e consultorias fecham as pontas e startups constroem aplicações finais. O resultado? A inovação depende de parcerias, integração e negociações, o que pode aumentar custos e atrasar entregas. Por outro lado, essa fragmentação também estimula diversidade e competição, já que empresas especializadas em nichos conseguem avançar mais rápido em determinados pontos da cadeia.

Dominando o pipeline completo, as empresas chinesas ganham agilidade e controle. Já o Ocidente ganha flexibilidade e pluralidade de soluções, mas perde velocidade e autonomia em várias frentes, ficando mais vulnerável a quebras ou mudanças em elos críticos da cadeia.

4 – Empresas e universidades juntas para impulsionar a inovação

Na China, os principais laboratórios de inovação possuem parcerias contínuas e estratégicas com universidades, passando por investimentos conjuntos e compartilhamento de infraestrutura. 

Assim, as universidades deixam de ser apenas centros de formação e se tornam extensões da pesquisa aplicada na indústria, contribuindo diretamente para o desenvolvimento de tecnologias de ponta, como em modelos de linguagem, chips de IA e veículos autônomos.

O ecossistema tecnológico da China é um exemplo de como a sinergia entre academia e indústria pode acelerar a pesquisa aplicada e formar talentos. Nele, equipes mistas, compostas por pesquisadores acadêmicos e engenheiros de empresas, trabalham lado a lado para explorar novas fronteiras tecnológicas. 

Essa abordagem não só impulsiona a inovação, mas também redefine o papel das universidades, que passam a atuar como verdadeiros motores de desenvolvimento tecnológico.

Quer aprender mais lições com a China? Então assista ao episódio especial do Zupcast:

Temos muito o que aprender com o ecossistema tecnológico da China

Esta imersão trouxe lições valiosas sobre integração e inovação. O país nos ensina que a inovação surge da capacidade de se adaptar e de considerar múltiplas perspectivas.

Agora queremos ouvir você! Como sua empresa pode se beneficiar das práticas inovadoras do ecossistema tecnológico da China? Deixe um comentário e compartilhe suas ideias! 

Referências

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Zup Labs: Conheça nosso laboratório de Pesquisa e Inovação em Gen AI https://zup.com.br/blog/zup-labs/ Thu, 14 Aug 2025 17:06:25 +0000 https://zup.com.br/?p=22567 Na Zup, estamos sempre à frente das tendências tecnológicas e comprometidos com a inovação. Por isso, em junho de 2025 lançamos o Zup Labs, nosso laboratório de pesquisa aplicada e inovação em Inteligência Artificial Generativa

Com o Zup Labs queremos pautar discussões sobre inovação tecnológica, antecipando o futuro e criando soluções em inteligência artificial com DNA brasileiro para resolver desafios globais.

“Queremos criar um ecossistema robusto de pesquisa aplicada, colaboração e inovação, conectando a Zup com os melhores centros de excelência em tecnologia no Brasil e no mundo”, afirma André Palma, CEO da Zup. “Ter uma frente dedicada à experimentação nos permite não apenas inovar, mas também preparar as plataformas tecnológicas e os profissionais para os próximos ciclos da transformação digital e futuro do trabalho”, complementa.

As três frentes de atuação da Zup Labs

No Zup Labs, nossas atividades são divididas em três frentes principais:

1 – Ideação: Exploramos tecnologias disruptivas e formulamos hipóteses a partir de problemas reais. Essa fase inicial é essencial para identificar oportunidades de inovação.

2 – Experimentação: Construímos provas de conceito (PoCs) e outras estratégias para validar a viabilidade técnica e o potencial das soluções propostas. Essa etapa nos permite testar e refinar nossas ideias antes de levá-las ao mercado.

3 – Escala: Transformamos protótipos validados em tecnologias robustas, seguras e escaláveis, prontas para o mercado. Nosso foco é garantir que as inovações cheguem ao público com qualidade e impacto.

Nossas áreas de estudo

Nosso time é composto por uma variedade de especialistas, incluindo profissionais de pesquisa, de ciência de dados, das engenharias e professores. Juntos, eles trabalham em quatro áreas de estudo estratégicas:

  • IA agêntica: Desenvolvemos mecanismos de planejamento mais robustos para refinar a autonomia e a orquestração de agentes de IA.
  • Reliability: Buscamos aprimorar as respostas da nossa plataforma, tornando os agentes mais confiáveis em contextos específicos.
  • Responsible AI: Garantimos que nossos agentes tenham comportamento ético, seguro, transparente e confiável.
  • Futuro do Trabalho: Mapeamos as futuras configurações de equipes, cenários e competências, preparando nossas pessoas para o que está por vir.

Parcerias Estratégicas

Estamos fortalecendo nossas parcerias com instituições renomadas para impulsionar a inovação:

Centro de Informática (CIn) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE): Um dos principais centros de Computação da América Latina e futura sede do Centro Brasileiro de Computação Quântica. Nossa colaboração foca em aprimorar tarefas como entendimento de código, busca, síntese e contextualização das respostas, integrando academia e indústria para projetos de inovação.

Computer Science and Artificial Intelligence Laboratory (CSAIL) do Massachusetts Institute of Technology (MIT): Ampliamos nossa parceria com o CSAIL (Computer Science and Artificial Intelligence Laboratory) do MIT, um laboratório de referência em pesquisa aplicada, com histórico de impacto direto na indústria de software e criação de startups. Nosso foco é sofisticar o pré-processamento e as representações semânticas, melhorando a capacidade de busca da nossa plataforma.

Foto do time do Zup Labs junto com o professor Associate Director e COO do CSail do MIT, Armando Solar-Lezama.
Foto do time do Zup Labs junto com o professor Associate Director e COO do CSail do MIT, Armando Solar-Lezama.

“Ao unirmos a expertise da Zup com a profundidade acadêmica de parceiros como o MIT e a UFPE, estamos construindo um motor de inovação que nos permitirá não apenas antecipar as tendências tecnológicas, mas também moldá-las”, afirma a head do Zup Labs, Ana Camargo. “Nosso foco em pesquisa aplicada e IA responsável, aliada ao desenvolvimento de talentos, reforça nosso compromisso em entregar valor disruptivo e sustentável para nossos clientes e para toda a sociedade”, complementa.

Compromisso com a inovação e a pesquisa 

Além das parcerias estratégicas, fomentamos uma cultura ativa de pesquisa e inovação entre zuppers. 

Assim, incentivamos e apoiamos a participação de profissionais da Zup em eventos tecnológicos e acadêmicos, promovendo a submissão de papers, comunicações, workshops e outras formas de compartilhamento de conhecimento. 

Para fortalecer esse movimento, contamos com uma Política de Incentivo à Divulgação Acadêmica, que inclui um fundo de apoio financeiro voltado à participação em eventos, reforçando nosso compromisso com o desenvolvimento técnico e científico do nosso time.

Conhecimento que reflete em nossos produtos e serviços

Com o suporte do Zup Labs, conduzimos pesquisas avançadas para a evolução constante da StackSpot AI, nossa plataforma multiagentes de IA para todo o ciclo de vida do desenvolvimento de software, alinhando tendências globais com as demandas reais de nossos clientes.

As iniciativas de pesquisa e inovação do Zup Labs são continuamente integradas à StackSpot AI, consolidando-a como referência para organizações que desejam acelerar a transformação digital com qualidade, segurança e escalabilidade.

Assim, concretizamos o compromisso do Zup Labs em transformar pesquisa e experimentação em soluções reais para o mercado.

Zup Labs: inovação em Gen AI que impacta o mercado

Com o Zup Labs, reafirmamos nosso compromisso com a inovação e o futuro da tecnologia. Assim, nos preparamos para enfrentar os desafios globais e transformar possibilidades em realidades concretas. 

Ao integrar pesquisa e desenvolvimento avançado, estamos moldando o futuro da inteligência artificial generativa com soluções genuinamente brasileiras.

Por meio de uma abordagem centrada na ideação, experimentação e escala, o Zup Labs não só transforma ideias em soluções práticas, mas também prepara nossas plataformas, como a StackSpot AI, para os desafios do futuro digital. 

Afinal, temos o compromisso em entregar valor disruptivo e sustentável, não apenas para os nossos clientes, mas para toda a sociedade.

Acompanhe a nossa jornada de transformação e inovação contínua. Assine nossa newsletter e não perca nenhuma novidade do Zup Labs.

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Por que a Zup agora é bordô? Nosso rebranding explicado https://zup.com.br/blog/a-zup-agora-e-bordo/ https://zup.com.br/blog/a-zup-agora-e-bordo/#respond Thu, 31 Jul 2025 13:00:00 +0000 https://zup.com.br/?p=22453 Você já deve ter percebido que mudamos: nova paleta de cores, nova logo e uma nova tagline: Sua aliada tech, do agora ao futuro. Saímos do azul, verde e laranja para um mundo bordô e inauguramos um novo capítulo na história da Zup. O primeiro rebranding formal da marca.

Quando um rebranding acontece, isto é, quando marcas alteram a maneira como se expressam no mundo, é comum surgir uma série de questionamentos: Realmente precisa? Por que agora? Mudou mesmo, ou foi “só por fora”?  

Aqui, pretendo responder algumas das perguntas que pairam sobre essa mudança de marca, começando pela primeira:

Por que a Zup passou por um rebranding?

O rebranding da Zup é fruto de um processo gradual, intencional e coletivo que reflete mudanças profundas de dentro para fora. A verdade é que desde que a Zup nasceu, alguns valores e visões sempre estiveram presentes: colaboração, profundidade técnica e inovação. Desde o início, mais do que consumir, sempre nos movimentamos para criar tecnologia relevante e impactante.

Ao longo dessa jornada, a estratégia de marca da Zup serviu aos desafios enfrentados em cada momento. Inicialmente, criar uma identidade; depois, atrair profissionais altamente qualificados e, agora, materializar nossa evolução de cultura e estratégia.

“O rebranding é um passo natural diante da evolução da nossa cultura e do nosso negócio. Mais do que executar com excelência, criamos soluções com alto envolvimento estratégico, ajudando nossos clientes a transformar o futuro em realidade agora”, afirma o CEO da Zup, André Palma.

Com as mudanças culturais e estratégicas na companhia, identificamos que a maneira como a marca estava se expressando no mundo não refletia nossa essência, nem para zuppers, nem para clientes. Na prática, havia uma distância muito grande entre realidade e imagem — e esse é o maior motivo para o nosso rebranding.

O que mudou na Zup?

Ao longo dos últimos anos, aprendemos muito: criamos produtos disponíveis para o grande público, solidificamos nossa parceria com empresas líderes de mercado e criamos as bases para conquistar ainda mais.

Nossa cultura evoluiu, nossos desafios cresceram e a gente amadureceu. Da startup nascida em Uberlândia com pouco mais que um sonho; viramos uma empresa do Grupo Itaú Unibanco, com mais de 3 mil zuppers espalhados pelo mundo, mais de 60 clientes e softwares que atingem mais de 30 milhões de pessoas usuárias.

Mergulhamos de cabeça na vanguarda da tecnologia e, consequentemente, na era da Agentic AI — entendendo que essa jornada é extremamente acelerada. Mais do que usar Inteligência Artificial, nós criamos a StackSpot, tecnologia proprietária que resgata um dos ativos mais valiosos dos dias atuais: o tempo.

Nos tornamos uma Zup mais madura — um pouco mais séria, é verdade — mas igualmente comprometida com entregas de excelência e relevantes para mudar o jogo de quem joga com a gente.

Por que a Zup agora é bordô?

Para o nosso rebranding, contamos com a expertise da Galileo Branding, consultoria especializada fundada pelo experiente Galileu Nogueira, com uma metodologia própria e um time de especialistas.

O processo de mudar a expressão verbal e visual de uma marca, começa com uma pesquisa profunda sobre quem  somos e o que fazemos de melhor. Passa por uma pesquisa de mercado para entender qual a posição mais estratégica em relação a quem já está no jogo. E culmina em uma proposta visual que melhor expresse os atributos que nos fazem diferentes.

Assim, descobrimos o que chama a atenção  de quem já conta com a gente: excelência técnica, proximidade verdadeira e uma ousadia sensata.

Entendemos que o azul e laranja não contribuíam para a nossa diferenciação, principalmente no mercado de tecnologia — assim como nossa identidade visual de maneira geral estava atrelada a uma imagem mais jovem e divertida. Em contrapartida, o Bordô e seus tons complementares constroem um espaço único no nosso nicho e transmitem a sensação de proximidade, ousadia e excelência, junto com a maturidade que alcançamos.

É importante dizer que além da paleta de cores, evoluímos também o logotipo e todos os elementos visuais e verbais da marca. Hoje, contamos com uma plataforma de marca sólida, contendo todos os elementos para uma estratégia forte.

“O logotipo renovado mantém a força do nome em caixa alta — ZUP — para reforçar solidez, ousadia e excelência técnica. Os cortes diagonais das letras projetam dinamismo e movimento, simbolizando avanço constante e progresso tecnológico. O ‘Z’, elemento central da marca, foi redesenhado para atuar também como símbolo independente, com versões robusta e minimalista, garantindo versatilidade em diferentes pontos de contato e escalas de aplicação”, destaca o fundador da Galileo Branding, Galileu Nogueira. 

Gif animado mostrando o novo logotipo da zup innovation.

O que esperar da Zup, do agora ao futuro?

Se podemos garantir algo nesse mundo de inovação constante é nosso compromisso em expandir as fronteiras do conhecimento tech — uma paixão que nasceu com a Zup; nosso modo de trabalho intrinsecamente colaborativo e a vontade sincera de mudar o jogo.

Nosso diferencial está no comprometimento com que nos aproximamos dos desafios de clientes e entendemos, juntos, como a tecnologia pode gerar valor para o negócio hoje, tendo em vista o jogo a longo prazo. 

Isto é, criar tecnologias que extrapolam o código e geram vantagem competitiva, tecnologias que desafiam as melhores do mundo e mudam o jogo, subindo a régua da excelência técnica e expandindo as fronteiras do conhecimento tech.

Além do rebranding, lançamos o Zup Labs, nosso laboratório de pesquisa e inovação focado em Gen AI, que já nasce com parcerias com Centro de Informática (CIn) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e com o CSAIL (Computer Science and Artificial Intelligence Laboratory) do Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Mais do que um novo visual, a nova marca representa uma nova fase da Zup — com mais maturidade, excelência e parceria — do agora, ao futuro. 

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https://zup.com.br/blog/a-zup-agora-e-bordo/feed/ 0
CNPJ Alfanumérico: Como garantir que sua empresa esteja preparada para a mudança https://zup.com.br/blog/cnpj-alfanumerico-com-ia/ https://zup.com.br/blog/cnpj-alfanumerico-com-ia/#respond Wed, 28 May 2025 14:30:00 +0000 https://zup.com.br/?p=19727 Uma mudança silenciosa, mas profunda, está prestes a transformar a maneira como empresas são identificadas no Brasil: é o novo modelo de CNPJ alfanumérico. Em um primeiro olhar, pode parecer apenas um detalhe técnico. Mas para líderes de tecnologia, essa transição representa muito mais – é uma migração que exige visão estratégica, preparação técnica e agilidade de adaptação.

Sistemas, processos, integrações e cadastros terão que evoluir para acompanhar essa nova realidade. Quem deixar para reagir apenas quando a mudança bater à porta corre o risco de enfrentar impactos operacionais, gargalos e perda de competitividade.

Por outro lado, empresas que se anteciparem têm a chance de transformar essa transição em oportunidade de inovação, apostando em automação, inteligência artificial e gestão inteligente de dados.

Mais do que nunca, contar com parceiros confiáveis e tecnologia de ponta pode ser o fator decisivo para sair na frente.

O que é o CNPJ alfanumérico e como ele impacta seu negócio?

A partir de Julho de 2026, novos CNPJ serão compostos por uma combinação de números e letras. Assim, a forma de identificação das empresas brasileiras passa a ser alfanumérica, substituindo o modelo atual, que utiliza apenas números. 

A proposta é ampliar a capacidade de registros, garantir maior padronização e facilitar a integração com sistemas modernos de gestão tributária, tanto no Brasil quanto no exterior.

A mudança será progressiva e nenhum CNPJ atual será alterado, ou seja, os sistemas precisarão aceitar ambos os modelos.

Na imagem vemos a comparação entre os modelos de CNPJ, um apenas com números (01.451.373/0003-0) e outro alfanumérico (A2.CR5.6F8/W02L-04)

Principais mudanças e impacto nos negócios

A inclusão de letras no CNPJ afeta diretamente, por exemplo:

  • Estruturas de banco de dados e schemas
  • Validações de formulários e cadastros
  • Processos automatizados de emissão de notas, faturamento e contabilidade
  • Integrações com ERPs, CRMs, gateways de pagamento e APIs de terceiros

A mudança exige mais do que uma atualização pontual: trata-se de uma reestruturação profunda em diversos pontos do stack tecnológico.

Como as empresas devem atualizar seus sistemas e processos?

  1. Mapeamento completo de onde o CNPJ é utilizado em sistemas internos e externos;
  2. Revisar regras de validação de input e output de dados;
  3. Atualizar bancos de dados para aceitar letras no campo de CNPJ;
  4. Adaptar APIs, códigos-fonte e outros pontos de integração;
  5. Rodar testes automatizados para garantir que a operação continue fluindo;
  6. Realizar a implantação, subindo as alterações em produção considerando as dependências entre sistemas
  7. Treinar times de suporte e atendimento para lidar com as mudanças.

Desafios da transição para o novo CNPJ e como evitar problemas

O maior erro das empresas será subestimar o impacto dessa mudança. Afinal, a resistência pode vir da falsa sensação de que “dá pra ajustar depois”. Mas líderes técnicos sabem: mudanças em identificadores únicos reverberam por toda a malha de sistemas.

Outro ponto importante é o prazo. Faltam menos de 12 meses para a implementação da mudança que pode impactar um grande volume de sistemas e repositórios.

Além disso, há riscos significativos como:

  • Interrupções em serviços essenciais
  • Perda de dados ou falhas em integrações
  • Inconsistência em relatórios e compliance fiscal
  • Inviabilidade de relacionamento com parceiros que já adotaram o novo formato

O segredo para evitar dores de cabeça é se planejar e colocar a mudança em prática agora, junto a uma parceira tecnológica, antes do prazo final de transição.

Como a Inteligência Artificial pode acelerar a adaptação ao CNPJ alfanumérico?

A IA vem se tornando uma aliada poderosa na modernização de sistemas legados. No contexto do CNPJ alfanumérico, ela pode:

  • Mapear automaticamente os pontos do código onde o CNPJ é utilizado;
  • Analisar riscos e dependências com base em uso real;
  • Gerar sugestões de refatoração de código e atualização de APIs;
  • Apoiar a documentação técnica e treinamento para equipes de desenvolvimento e QA.

Empresas que adotarem soluções com IA têm a chance de reduzir drasticamente o tempo de adaptação e os riscos envolvidos. Mas como seria essa interação entre sua empresa e a solução escolhida? 

IA e consultoria estratégica: a combinação que transforma um problema em oportunidade

Nesse cenário complexo e desafiador, surge uma oportunidade poderosa: contar com uma consultoria especializada em tecnologia que vá além da simples adequação, oferecendo inteligência artificial como aceleradora do processo.

Ao começar com um diagnóstico inteligente, que usa algoritmos para escanear todos os pontos onde o CNPJ aparece nos sistemas da empresa, em minutos, você tem acesso a um mapa claro de onde estão os maiores riscos, as adaptações urgentes e as oportunidades de melhoria.

A IA também pode apoiar na reescrita de códigos, sugerindo modificações com base em padrões de segurança e performance. Pode automatizar testes, validar o novo comportamento do sistema e monitorar o desempenho em tempo real, alertando para possíveis gargalos antes que eles se tornem problemas.

Mais do que isso, uma consultoria experiente traz algo essencial: governança da mudança. Metodologias ágeis, comunicação clara com todas as áreas envolvidas e uma visão sistêmica do negócio tornam a transição não apenas segura, mas estratégica.

Conheça como a Zup pode te ajudar de ponta a ponta no processo de migração para o novo formato do CNPJ alfanumérico:

Integração com ecossistema externo: um cuidado extra para se manter no jogo

A mudança no formato do CNPJ não impacta apenas os sistemas internos. Toda a rede de parceiros, fornecedores, bancos e integrações com o governo também precisa estar preparada. Se um fornecedor ainda não aceita o novo formato, ou se um sistema de pagamento rejeita CNPJs com letras, a cadeia operacional pode ser comprometida.

Portanto, é fundamental criar um plano de comunicação e homologação conjunta com parceiros estratégicos, garantindo que todos os pontos de integração estejam sincronizados.

Ganhos ocultos da migração: mais do que cumprir regra, modernizar sistemas

Apesar de parecer apenas uma obrigação regulatória, a transição para o CNPJ alfanumérico pode servir como um catalisador para modernizações que impactam a maneira como sua empresa opera, como:

  • Revisão de arquitetura: identificar sistemas ultrapassados e consolidar informações dispersas.
  • Eliminação de débito técnico: refatorar códigos antigos que acumulam falhas e riscos.
  • Melhoria na interoperabilidade: tornar os sistemas mais preparados para o futuro, com maior flexibilidade para integrações.
  • Adoção de IA e automações: aproveitar o momento para incluir inteligência artificial na governança de dados, nos testes e nas análises de risco.

Lembre-se: empresas que encaram a mudança como uma oportunidade, saem na frente na construção de uma TI mais resiliente, inteligente e preparada para o futuro.

StackSpot AI: Soluções inovadoras para empresas que querem sair na frente

A StackSpot AI é uma plataforma pensada para acelerar o desenvolvimento e a adaptação de sistemas em ambientes complexos. Na transição para o CNPJ alfanumérico, ela atua como parceira estratégica e operacional.

O mapeamento, os ajustes e testes podem ser até 5x mais rápidos. Afinal, ao combinar expertise técnica com inteligência artificial, é possível entregar conformidade e segurança, em alta velocidade. Confira o que a Zup junto com a StackSpot AI podem fazer pela sua migração:

Mapeamento e alterações automáticas, Do Scan ao Pull Request

Desde o mapeamento em múltiplos repositórios, até a correção de códigos, execução de testes e geração de Pull Request: tudo é feito de forma automática, com uso de IA (solução com integração nativa com GitHub, GitLab, BitBucket e Azure DevOps).

A solução da StackSpot para o novo formato do CNPJ alfanumérico conta com:

  • Agentes de IA customizados por stack (Java, .NET, Cobol, Python e +)
  • Detecção automática de trechos que usam o CNPJ numérico
  • Geração de fixes de códigos, testes, documentação e PRs 
  • com base em boas práticas e aderentes aos padrões da empresa

Governança e visibilidade executiva

Tenha a garantia de governança sobre todas as alterações realizadas nas aplicações, com rastreabilidade e visibilidade das correções em todo o processo de migração.

Alteração do código

Código gerado com as alterações necessárias, seguindo o padrão de linguagem de cada tecnologia/suportando várias linguagens. Temos essa automação para gerar o código, que vai ser integrado ao repositório do cliente.

Testes precisos para correções

Após a execução, nosso time de especialistas faz uma varredura em todas as aplicações para testar, corrigir e garantir seu pleno funcionamento.

Dessa forma, você e sua equipe têm tranquilidade e confiança durante todo o processo, contando com: um time especializado e uma plataforma hipercontextualizada de IA. 

Zup e StackSpot: resultados reais para sua migração para o CNPJ alfanumérico

Nossos clientes que já estão migrando seus sistemas para se adequar ao novo formato do CNPJ alfanumérico têm experimentado resultados de grande impacto em sua engenharia de software. 

Na imagem temos de forma sucinta os principais ganhos obtidos com a solução da Zup e StackSpot para a migração para o CNPJ alfanumérico: mais de 80% de ganho de produtividade, 5x mais rápido que sem IA, 100% testes automatizados e mais de 200 mil horas de trabalho evitadas.

Perguntas frequentes sobre o novo CNPJ Alfanumérico 

O que é o CNPJ alfanumérico?

O CNPJ alfanumérico é o novo modelo de identificação para pessoas jurídicas no Brasil. Ele combina letras (A-Z) e números (0-9) em um total de 14 caracteres, mantendo a estrutura visual semelhante ao modelo atual.

Por que o CNPJ está mudando para um formato alfanumérico?

A mudança visa ampliar as combinações possíveis de CNPJs, evitando o esgotamento do formato atual, que é exclusivamente numérico. Isso é necessário por conta do aumento no número de empresas e filiais.

Quando o novo formato de CNPJ começará a ser emitido?

A emissão de CNPJs alfanuméricos começará de forma gradual a partir de julho de 2026. Um calendário será elaborado para definir quais tipos de empresas vão adotar o novo formato primeiro.

Quem receberá o CNPJ com letras?

Apenas novas inscrições a partir de julho de 2026, como empresas recém-criadas, filiais, produtores rurais, condomínios e profissionais liberais, receberão o CNPJ com letras. As empresas já existentes manterão seus CNPJs atuais.

O que as empresas precisam fazer para se preparar para essa mudança?

Empresas que lidam com emissão de notas fiscais ou controle tributário precisarão adaptar seus sistemas e bancos de dados. 

Empresas e profissionais já inscritos precisam fazer algo?

Não, nenhuma ação será necessária. Os sistemas públicos serão atualizados para aceitar tanto o formato atual quanto o novo, de forma automática e transparente.

Qual a ligação do novo CNPJ com a reforma tributária?

O novo CNPJ faz parte da modernização do sistema tributário, preparando o caminho para novos tributos como a CBS e o IBS, que visam unificar e simplificar impostos.

Haverá algum custo para as empresas com essa mudança?

Sim, as empresas precisarão atualizar seus sistemas para reconhecer o novo modelo de CNPJ e calcular corretamente o Dígito Verificador, o que pode gerar custos técnicos.

O que acontecerá com os CNPJs atuais que são somente com números?

Os CNPJs compostos apenas por números seguem válidos e utilizáveis. Haverá convivência entre formatos por longo período, com equivalência cadastral assegurada pelos sistemas oficiais. Não haverá cancelamento automático dos números atuais.

Não perca o prazo: acelere a migração e evite riscos operacionais

O CNPJ alfanumérico não é apenas uma mudança burocrática — é um ponto de virada para empresas que desejam manter sua competitividade e relevância no cenário digital.

Estar pronto antes da concorrência é uma vantagem estratégica. E contar com parceiros como a Zup enquanto consultoria e a plataforma multiagentes de IA, a StackSpot AI, permite que sua empresa transforme uma exigência regulatória em uma oportunidade real de inovação.

A hora de se preparar é agora. Adie essa decisão, e sua empresa pode perder tempo, dinheiro e eficiência. Antecipe-se, migre com segurança e evite dores de cabeça lá na frente. 

Referências

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https://zup.com.br/blog/cnpj-alfanumerico-com-ia/feed/ 0
Conta Gratuita da StackSpot AI: Uma transformação no Desenvolvimento de Software https://zup.com.br/blog/conta-gratuita-stackspot-ai/ https://zup.com.br/blog/conta-gratuita-stackspot-ai/#respond Thu, 15 May 2025 14:10:07 +0000 https://zup.com.br/?p=19723 A StackSpot AI é a plataforma inovadora de IA multiagentes que projetamos para transformar todo o ciclo de desenvolvimento de software. Com ela, você automatiza tarefas repetitivas, gera código relevante e reduz significativamente a carga cognitiva da sua equipe, tudo isso sem comprometer a excelência. Para te ajudar a compreender todo o potencial dos agentes de IA, lançamos uma conta gratuita da StackSpot AI.

Comece a usar a StackSpot AI agora mesmo e descubra como a plataforma pode acelerar seus processos e devolver tempo ao que realmente importa no seu desenvolvimento. 

Tenha acesso a mais de 10 exemplos de agentes de IA especializados, incluindo automações e integre tudo ao seu ambiente real — sem a necessidade de cartão de crédito!

O que é a StackSpot AI?

A StackSpot AI é uma plataforma multiagentes de IA projetada para acelerar todo o ciclo de desenvolvimento de software. Com a StackSpot AI, você pode automatizar tarefas repetitivas, gerar código relevante e reduzir a carga cognitiva da sua equipe. 

Desenvolvemos a StackSpot para devolver tempo aos times de tecnologia, reduzindo o esforço cognitivo e acelerando processos sem comprometer a excelência.

Ao usar a StackSpot AI, é possível alcançar um impacto real em todo o ciclo de desenvolvimento de software, como mostram os números abaixo, retirados de casos de sucesso de quem já tem a plataforma no seu dia a dia:

  • 88% menos tempo de refinamento de histórias de usuários
  • 2x mais produtividade do que assistentes de código genéricos
  • 90% mais cobertura de testes automatizados

Só profissionais de desenvolvimento podem usar a StackSpot?

Não. A StackSpot AI é para todas as pessoas! 

Nossa plataforma foi desenvolvida para ser inclusiva, permitindo que profissionais de diversas áreas que atuam no ciclo de desenvolvimento de software (SDLC), além de profissionais de desenvolvimento, possam aproveitar suas funcionalidades. 

Você não precisa de habilidades em programação para criar agentes ou usar as automações da plataforma. Profissionais de produto, QA, UX, e SRE, por exemplo, podem testar e integrar facilmente a StackSpot AI em seu fluxo de trabalho, aproveitando o melhor da automação e da Inteligência Artificial para ganhar tempo para o que realmente importa.

Conta gratuita da StackSpot AI: o futuro do desenvolvimento é agora

Ao usar a conta gratuita da StackSpot AI, você pode criar ou acessar mais de 10 exemplos de agentes de IA especializados, além de usar automações (Quick Commands) e integrar tudo ao seu ambiente real. 

Aproveite ao máximo, dentro do limite de tokens e possibilidades de upgrade. E o melhor: a conta gratuita não requer cartão de crédito

Mais de 10 exemplos de agentes disponíveis na conta gratuita da StackSpot AI

Para que você experimente na prática o poder dos agentes de IA, a conta gratuita da StackSpot AI conta com mais de 10 exemplos de agentes para você usar. São eles:

Desenvolvimento

  • CodeGen: gera código a partir de instruções em linguagem natural ou mesmo histórias de usuários.
  • Code Reviewer: analisa e sugere melhorias em um código.
  • Code Explainer: documenta como um código funciona e explica blocos importantes.
  • StoryCoder: converte histórias de usuários diretamente em estrutura de código.
  • Tech Writer/Documentation: gera documentação técnica.

Descubra como a StackSpot AI pode transformar o seu backlog de Produto! Veja neste caso de sucesso como o Itaú Unibanco aumentou em 40% o número de histórias de usuários.

QA (Qualidade)

  • Unit Tester: cria testes unitários automaticamente, ajudando na cobertura de testes.
  • BDD Test Creator: gera testes comportamentais (BDD), agilizando a validação de requisitos.

UX (Experiência das pessoas usuárias)

  • UX Writer: sugere mensagens e textos mais claros dentro da interface do produto.
  • WCAG: verifica padrões de acessibilidade, garantindo que o produto atenda critérios de inclusão digital.
  • UX Researcher: gera perguntas de descoberta para ajudar em pesquisas e entrevistas com pessoas usuárias.

Transforme sua abordagem de acessibilidade! Descubra como o Itaú Unibanco dobrou sua cobertura WCAG com a StackSpot AI. 

SRE (Confiabilidade)

  • Reliability Ops Guide: aponta configurações e práticas de monitoramento e escalabilidade, ajudando a manter a aplicação estável e resiliente.

Apoio na criação de agentes personalizados

  • System Prompter: Um especialista em criar prompts para agentes de IA, com clareza, precisão e concisão. Basta informar qual é a função desejada do agente, o contexto de uso e o próprio System Prompt te pergunta caso precise de mais informações. 

Como criar sua conta gratuita da StackSpot AI

  1. Acesse este link para criar sua conta gratuita da StackSpot AI
  2. Use o login do Google ou GitHub para se inscrever. Não há a necessidade de cadastrar cartão de crédito.
  3. Explore os agentes no catálogo, execute as automações dos Quick Commands e crie seus próprios agentes de AI.

Dicas para potencializar a sua experiência

Comece agora sua conta gratuita da StackSpot AI

A conta gratuita da StackSpot AI é uma oportunidade única para integrar o que há de mais moderno em automação de desenvolvimento, testes, documentação e UX via inteligência artificial. Aproveite esta chance para elevar seu workflow, aprender sobre agentes de IA e evoluir seu processo de desenvolvimento de forma rápida e inteligente.

Não perca tempo! Comece crie sua conta gratuita e experimente o futuro do desenvolvimento com a StackSpot AI.

*Artigo produzido com apoio de um agente da StackSpot AI.

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https://zup.com.br/blog/conta-gratuita-stackspot-ai/feed/ 0
StartSe AI Day 2024: Zup leva a StackSpot para um dos maiores eventos sobre IA da América Latina https://zup.com.br/blog/startse-ai-day-2024/ Wed, 18 Dec 2024 19:41:51 +0000 https://zup.com.br/?p=19264 No final de novembro de 2024, São Paulo foi palco de um dos maiores encontros sobre tecnologia da América Latina, reunindo cerca de 4 mil pessoas para explorar as últimas tendências em Inteligência Artificial. Nós da Zup Innovation fomos correalizadores do evento e apresentamos como nossa plataforma multiagentes, a StackSpot AI, está transformando a forma como profissionais desenvolvem software, otimizando processos e ampliando a produtividade em todas as etapas.

Neste artigo, vamos compartilhar os destaques da presença da StackSpot AI no evento e explorar como os Agentes de IA estão se consolidando como uma das inovações mais promissoras no campo da Inteligência Artificial Generativa.

O StartSe AI Day 2024

O evento StartSe AI Day proporcionou uma experiência imersiva para profissionais e líderes interessados em explorar o impacto da Inteligência Artificial (IA) na Transformação Digital e nos negócios. Isso, tanto de forma presencial como online.

Com uma programação de mais de sete horas de conteúdo exclusivo, o evento apresentou estudos de caso reais que demonstraram como empresas têm alcançado resultados expressivos ao adotar soluções baseadas em IA. 

Além disso, foi uma oportunidade única para trocar ideias e estabelecer conexões com especialistas, pessoas executivas e referências do mercado. 

O que levamos para o StartSe AI Day 2024

Nosso CEO, André Palma, levou a StackSpot AI e os agentes para o palco do StartSe AI Day. Em sua palestra,  “Agentes, o novo momento da IA”, Palma destacou que essa inovação tem o potencial de acelerar o Ciclo de Desenvolvimento de Software, com automações inteligentes e entendimento contextual, além de agregar valor para o negócio por meio de simplificação de tarefas, ganho de produtividade e aumento de qualidade. 

Ao longo de todo o evento recebemos em nosso estande centenas de pessoas em busca de conhecer e se conectar com a StackSpot AI, conversando com nosso time ou participando do nosso jogo interativo sobre IA. Além disso, nosso time fez uma baita cobertura do evento em nossos stories do Instagram, para quem não pôde estar com a gente presencialmente neste dia.

Imagem de uma das ativações levadas pela Zup para o evento. Nela há uma pessoa clicando em uma tela, jogando um jogo de perguntas e respostas sobre os benefícios da StackSpot.
Interação no estande da Zup durante o StartSe AI Day 2024. Fotos: Taís Capparelli | Acervo Zup Innovation

StackSpot AI mostra seu impacto no StartSe AI Day 2024

Durante o StartSe AI Day 2024, nosso CEO André Palma, apresentou números impressionantes da StackSpot AI que destacam o impacto da plataforma multiagentes. Atualmente, mais de 400 agentes de IA foram criados na plataforma, atendendo a uma comunidade de mais de 20 mil usuários e processando mais de 1 milhão de interações por mês.

Entre os principais benefícios observados com o uso da StackSpot AI estão:

Esses resultados reforçam como a IA pode ser uma aliada estratégica para empresas que buscam eficiência, qualidade e confiança em seus processos.

Imagem do Andre Palma, executivo da zup palestrando em cima do palco no StartSe AI Day 2024. Atrás dele, um painel com alguns números de impacto que a StackSpot pode gerar.
André Palma apresenta a StackSpot no palco do StartSe AI Day 2024. Fotos: Taís Capparelli | Acervo Zup  Innovation 

3 insights do StartSe AI Day 2024

 Resumir mais de 7h de conteúdo com os maiores especialistas sobre IA do país não é tarefa fácil. Mas selecionamos os 3 principais insights do StartSe AI Day 2024:

  1. Agentes de IA: Transformando o futuro do desenvolvimento de software
  2. IA: Uma vantagem competitiva para as empresas
  3. Oportunidade para o Brasil no cenário global de IA

A seguir, vamos ver cada um desses insights em profundidade.

Agentes de IA: Transformando o futuro do desenvolvimento de software

Os agentes de IA estão ganhando destaque como ferramentas indispensáveis para otimizar processos, tomar decisões baseadas em dados e interagir de forma autônoma com sistemas e pessoas usuárias. Esses sistemas, baseados em IA Generativa, estão moldando o futuro da tecnologia e prometem revolucionar a maneira como trabalhamos e desenvolvemos soluções.

“Mais do que novos produtos, nasce um novo modo de trabalho. Especialmente a forma como construímos, operamos e pensamos o desenvolvimento de software”, comenta o CEO da Zup Innovation, André Palma.

De acordo com as previsões sobre tecnologia da Gartner para 2025, a adoção de agentes de IA em aplicativos corporativos deve crescer exponencialmente, passando de 1% em 2024 para 33% até 2028. 

IA: Uma vantagem competitiva para as empresas

Um dos temas centrais do StartSe AI Day 2024 foi o impacto da IA na produtividade e nos resultados de negócios. Passamos de um cenário em que em 2023 mais da metade das lideranças ainda não compreendia e desencorajava o uso de GenAI nas empresas, para extrair valor real da tecnologia.

Diversas empresas compartilharam casos de sucesso, demonstrando como a tecnologia já está gerando valor em diversos setores, por exemplo, varejo, serviços financeiros e agronegócio. Além disso, é importante pontuar que – de uma maneira ou de outra – a Engenharia de software permeia e influencia todas as indústrias.

Inclusive, não é surpresa que segundo o estudo da BCG “AI Powered Companies in 2024” o desenvolvimento de software está liderando a adoção de GenAI.

Uma coisa é certa: As empresas que não avaliarem como extrair valor real da IA possuem uma chance alta de desaparecer.

Oportunidade para o Brasil no cenário global de IA

Outro ponto de destaque no StartSe AI Day 2024 foi o potencial do Brasil para se tornar um líder global em Inteligência Artificial. Com um mercado consumidor robusto e uma crescente demanda por profissionais com qualificação, o país tem a oportunidade de se posicionar como um centro de inovação tecnológica.

De acordo com um relatório da Microsoft e do LinkedIn, a demanda por profissionais com habilidades em IA cresceu 323% nos últimos oito anos, enquanto os salários para esses cargos são, em média, 77% mais altos. No entanto, a escassez de talentos ainda é um desafio, com 55% das lideranças empresariais preocupadas com a falta de pessoas qualificadas até 2025

Para aproveitar esse potencial, é essencial investir em capacitação, infraestrutura e regulamentação equilibrada, além de fomentar uma cultura de aprendizado contínuo em IA.

Conclusão: O futuro do desenvolvimento de software está na IA

O StartSe AI Day 2024 consolidou-se como um evento essencial para discutir o papel da Inteligência Artificial na América Latinal. 

A plataforma multiagentes, StackSpot AI, mostrou no StartSe AI Dy 2024 como já está impactando positivamente empresas e profissionais, oferecendo respostas bem direcionadas, automatizando tarefas e gerando resultados que impactam diretamente o negócio, com mais eficiência, qualidade e confiança.

Se você ainda não está explorando o potencial dos agentes de IA, agora é o momento de começar. Essa tecnologia é o que a sua empresa precisa para aumentar a eficiência de todo o ciclo de desenvolvimento de software.

O que você achou dos insights do StartSe AI Day 2024? Não perca a chance de acompanhar nossos próximos eventos e novidades. Inscreva-se em nossa newsletter e fique por dentro de tudo!

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World Summit AI 2024 – Veja como foi a nossa participação em um dos maiores evento de IA do mundo https://zup.com.br/blog/world-summit-ai-2024/ Fri, 22 Nov 2024 16:06:40 +0000 https://zup.com.br/?p=18783 Na Zup Innovation, estamos na vanguarda da Inteligência Artificial, sempre participando dos principais debates globais sobre IA generativa. Por isso, em outubro, participamos do World Summit AI 2024, um dos maiores eventos de Inteligência Artificial do mundo, em Amsterdã, na Holanda.

Neste artigo vamos contar em detalhes como foi nossa participação no World Summit AI 2024, além de trazer insights sobre o encontro.

Um grande espaço onde as pessoas estão sentadas participando do evento World Summit AI 2024, assistindo a uma palestra ao fundo. Em destaque, podemos ver um banner indicando a localização do lounge para participantes VIPs e palestrantes, com a indicação do patrocínio da Zup Innovation.

O que é o World Summit AI?

O World Summit AI é um dos maiores eventos do mundo sobre Inteligência Artificial e tecnologias emergentes, abordando aplicações, benefícios, riscos e oportunidades. 

O evento reúne líderes mundiais, empresas multinacionais, Big Techs, governos, ONGs, universidades, startups, scale-ups, consultorias e diversos outros atores, todos em busca de conhecer as inovações e avanços da área.

Desde o final de 2022, com o surgimento do ChatGPT, a Inteligência Artificial generativa ganhou destaque rapidamente no mundo. Mas o que ainda é tendência e como colher frutos reais para os negócios com a IA, sem negligenciar questões éticas e a diversidade e inclusão? Esses e vários outros pontos foram discutidos no World Summit AI 2024.

Por isso, não só patrocinamos o evento, como ainda criamos a Zup Expedition

Como foi a Zup Expedition?

Para tirar o melhor proveito possível do World Summit AI 2024, levamos uma comitiva formada por clientes, parceiros e pessoas que estão diretamente ligadas ao desenvolvimento da  StackSpot AI para acompanhar o que de mais importante está sendo desenvolvido e discutido em Inteligência Artificial.

 Um grupo diverso de pessoas sorrindo e posando juntos para uma fotografia ao ar livre, atrás do grupo é possível ler “World Summit AI Welcome”.

Com a Zup Expedition buscamos:

  • Fortalecer relacionamentos mergulhando nos diferentes contextos e necessidades das participantes e as possibilidades para a IA.
  • Reforçar nossa Autoridade em Tecnologia com foco em Inteligência Artificial.
  • Gerar conteúdo relevante sobre IA, como por exemplo, este artigo assinado pela nossa Transformation Lead, Thayssa Rocha, no site Mundo RD com o título ‘[Ainda] é tudo sobre pessoas”, onde ela aborda a IA Responsável (Responsible AI).

Workshop de Engenharia de Prompt para aquecer!

Antes do World Summit AI 2024 começar, preparamos um Workshop sobre Prompt Engineering, ministrado por Joseph Kormelink e Frans Hoorn, da empresa holandesa AI Heroes, para nosso grupo da Zup Expedition.

Assim, nivelamos o conhecimento sobre Prompt Engineering, esse importante recurso para a assertividade ao trabalhar com uma ferramenta de Inteligência Artificial, além de ser uma interessante chance de troca e interação entre as pessoas da Zup Expedition.

Insights do World Summit AI 2024

Com uma programação tão relevante, o time da Zup Expedition precisou se dividir para acompanhar o World Summit AI 2024. Depois dessa imersão sobre tendências e pontos de alerta sobre IA, nossa equipe selecionou esses oito insights como destaques do encontro:

  1. Desafios da adoção de IA
  2. Arquitetura multi-agentes é uma tendência 
  3. Começamos a conhecer o poder da inferência acelerada por hardware especializado 
  4. Segurança e privacidade são demandas urgentes
  5. Adoção orientada pelo valor ao negócio tem maior potencial de sucesso
  6. Precisamos pensar nas pessoas ao construir produtos e adotar IA 
  7. Devemos ter cuidado ao permitir que a IA molde interações humanas
  8. É urgente discutir o uso responsável da IA

Acompanhe cada um desses insights sobre o World Summit AI 2024 em detalhes  no blog da StackSpot!

Além disso, pedimos alguns insights sobre o World Summit AI 2024 para nossos clientes e parceiros. Acompanhe no vídeo:

Conheça a StackSpot AI

Em novembro de 2023, lançamos a StackSpot AI, nossa solução de IA generativa contextualizada. A StackSpot AI é uma plataforma multi-agentes para todo o ciclo de desenvolvimento de software, que oferece respostas assertivas para o seu projeto e ainda ajuda a automatizar tarefas repetitivas.

Nossa abordagem não só aumenta a produtividade como também promove o desenvolvimento de soluções de software inovadoras. Seja modernizando sistemas legados, implementando novos padrões de design ou gerindo todo o processo de desenvolvimento, a StackSpot AI é referência para fornecer o código mais rápido e de melhor qualidade ao longo de todo o desenvolvimento.

E se precisar, seu time ainda pode contar com os Serviços Profissionais da nossa consultoria. 

Conclusão

A Zup Expedition voltou para casa energizada com tantas trocas relevantes sobre como a IA ainda tem muito a impactar os negócios e a vida das pessoas como  um todo.

Agora nossa missão é difundir o conhecimento visto no World Summit AI 2024 em nossos canais. Em breve, você vai conferir no YouTube o Gen AI Talks, encontros híbridos que debatem a IA generativa de uma forma diferente e interativa.

E não para por aqui. Temos o prazer de patrocinar a 2ª edição do StartSe IA Day em novembro, um evento que reúne líderes, empresas e profissionais para explorar as mais recentes tendências e tecnologias de IA, consolidando-se como um dos principais encontros sobre inteligência artificial no Brasil.

Acompanhe nossas redes sociais e fique por dentro de tudo o que vai acontecer durante o StartSe IA Day 2024!

Gostou desse resumão sobre o World Summit AI 2024 ou tem dúvidas e sugestões? Então deixe um comentário!

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Hackathon afirmativo para pessoas com deficiência da Zup: como foi a primeira edição https://zup.com.br/blog/hackathon-afirmativo/ Tue, 22 Oct 2024 13:00:00 +0000 https://zup.com.br/?p=18611 Durante o mês de setembro, a Zup Innovation promoveu um hackathon afirmativo para pessoas com deficiência, com o objetivo de fomentar a inclusão e a diversidade no setor de tecnologia. 

O evento, que contou com a participação de cerca de 50 pessoas, foi uma jornada colaborativa e intensiva, onde profissionais de tecnologia se reuniram para desenvolver soluções inovadoras. 

As pessoas participantes foram selecionadas com base em sua senioridade (nível júnior ou superior) e comprovação de habilidades técnicas (com conhecimentos em linguagens como Kotlin e Java, além de ferramentas como GIT e Docker), sem a exigência de experiência prévia.

Como foi o hackathon afirmativo?

A jornada do hackathon para pessoas com deficiência foi intensa e colaborativa, com 10 dias de desafios, pílulas diárias de conhecimento e plantões de dúvidas.

Os encontros aconteceram de forma síncrona, sempre no período noturno, com duas horas de duração por dia, totalizando 20 horas de muito aprendizado e troca de insights. 

Além disso, as pessoas participantes receberam mentoria técnica  para apoiar na resolução do desafio proposto.

Além da prática de hackathons, podemos ressaltar a experiência da Zup com programas de formação, dentre eles o Catalisa, voltado para pessoas com deficiência. Conheça mais detalhes sobre o programa no podcast.

Pílulas de conhecimento

As pílulas de conhecimento foram um dos diferenciais do nosso hackathon, abordando tanto soft skills (habilidades comportamentais) quanto tech skills (habilidades técnicas).

Apresentadas por zuppers, entre os temas discutidos, tivemos:

Demo Day

Ao final do hackathon, as pessoas participantes foram divididas em grupos e apresentaram suas soluções no Demo Day, onde foram avaliadas por uma banca composta por três zuppers especialistas: 

A avaliação considerou critérios como inovação, criatividade, viabilidade, clareza da proposta, funcionalidade, acessibilidade e qualidade do código.

Além disso, cada participante recebeu uma avaliação individual da sua pessoa mentora, com pontuações de um a três estrelas em categorias como solução, apresentação, entrega, qualidade, versionamento e comunicação.

Solução vencedora

Sete grupos chegaram à fase final e apresentaram seus projetos no Demo Day. O grande vencedor foi o grupo que criou uma API intitulada de Smart Broker API, que auxilia na correção de atividades em oficinas tecnológicas, fornecendo feedbacks personalizados baseados no perfil de cada participante. 

Nessa solução, a partir de características pessoais coletadas e atividades submetidas, a API utiliza inteligência artificial para avaliar as respostas e fornecer um feedback didático e detalhado, alinhado com as competências da oficina.

Hackathon afirmativo em números

Durante o hackathon, além de promover a inclusão e a inovação, também buscamos entender melhor o perfil e as expectativas das pessoas participantes. Para isso, coletamos dados demográficos e feedbacks voluntários, que nos ajudaram a traçar um panorama sobre quem participou e o que esperavam da jornada.

Analisando nossos dados demográficos, pudemos perceber a presença da diversidade através de aspectos como orientação sexual e raça. 

Com relação às características de deficiência, a maior parte era pessoas com deficiência física (24), visual (20) ou auditiva (17), mas também tivemos uma boa representatividade de pessoas neurodiversas (15). Entender nosso público nos ajudou a garantir que as atividades fossem acessíveis e relevantes.

Inclusive, temos um episódio do Zupcast sobre pessoas neurodiversas trabalhando com tecnologia. Vale a pena conferir!

Expectativas

Muitas pessoas participantes mencionaram o desejo de enfrentar desafios e superar barreiras, especialmente no campo da tecnologia:

Espero vivenciar um ambiente de aprendizado intenso e crescimento pessoal e profissional. Estou ansioso para absorver novos conhecimentos e técnicas que possam ser aplicados em projetos futuros.

Já a oportunidade de crescer na carreira também foi um grande motivador para a participação, até mesmo ver o Hackathon como uma chance de se destacar e, quem sabe, abrir portas para novas oportunidades:

“Quero usar essa experiência para me conectar com pessoas da área e, quem sabe, conseguir uma vaga na Zup.”

A chance de conhecer e colaborar com pessoas que têm a mesma paixão por tecnologia e inovação foi outro ponto forte. As pessoas participantes estavam empolgadas com a possibilidade de criar soluções que pudessem impactar positivamente a sociedade.

Resultados e Feedbacks do Hackathon Afirmativo

As pílulas de conhecimento foram elogiadas, tanto pelo conteúdo quanto pela didática das pessoas facilitadoras. Um dos destaques foi a apresentação de Luana Aladim sobre Storytelling, descrita como “mágica” por um dos participantes. 

Outro facilitador que recebeu menções carinhosas foi o Tio Faso, que se destacou por seu conhecimento técnico e vivência prática como profissional PcD

(…) Ver o Tio Faso, que acompanho a anos a página de autismo, no papel de professor e profissional respeitado da área foi especialmente importante pra mim, que estou enfrentando dificuldades no mercado por ser autista”.

A organização do evento e o suporte de acessibilidade foram bem avaliados, com a presença de intérpretes de libras e a escolha da plataforma de encontros mencionadas de maneira positiva. 

Por último, os plantões de dúvidas foram considerados um dos momentos mais proveitosos do hackathon. Muitas pessoas participantes destacaram a importância desses momentos para esclarecer dúvidas e trocar ideias com colegas.

Sobre Social Products

Social Products é a nossa área comprometida com a transformação social e o impacto positivo com o objetivo de influenciar futuros e criar um ambiente mais inclusivo e acessível. 

Por meio de iniciativas como o hackathon afirmativo PcD, que integra educação e tecnologia, Social Products busca cumprir o propósito de ser o motor para quem quer e precisa de oportunidade.

Acompanhe mais iniciativas como essa no site de Social Products.

Conclusão

Os resultados do hackathon afirmativo foram extremamente positivos, tanto em termos de aprendizado quanto de inclusão. As pessoas participantes saíram do evento com novas habilidades, conexões e, acima de tudo, a sensação de terem superado desafios e contribuído para soluções inovadoras. 

Como uma das pessoas participantes resumiu: “Foi uma experiência incrível, que me desafiou e me fez crescer como profissional e como pessoa.” 

Siga nossos canais para acompanhar as novidades e iniciativas semelhantes a essa.

*O artigo “Hackathon afirmativo para pessoas com deficiência da Zup” foi produzido com a colaboração de Letícia Ulisses Santos.

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Dicas para inclusão e acessibilidade para pessoas com deficiência visual https://zup.com.br/blog/acessibilidade-para-deficientes-visuais/ Wed, 13 Sep 2023 14:11:03 +0000 https://zup.com.br/?p=16307 Bora conversar um pouco sobre acessibilidade para pessoas com deficiência visual? Um tema muito presente na sociedade e, principalmente, no mercado de trabalho. Porém, infelizmente, ainda há muito o que se fazer e ajustar para tornar a realidade inclusiva para as pessoas com deficiência visual.

Por isso, neste artigo abordarei boas práticas de como trabalhar com uma pessoa cega em um time, com o objetivo de promover a inclusão plena e que seja uma experiência positiva tanto para a equipe quanto para a pessoa com deficiência. Então temos alguns tópicos fundamentais para esse mundo que se desdobra, por exemplo: capacitismo, audiodescrição, descrição de imagens, ferramentas acessíveis e outros aspectos.

Capacitismo

O termo capacitismo é relativamente novo e usado quando, em razão de uma deficiência, se inferioriza ou exclui uma pessoa em relação às demais. Surgiu nos Estados Unidos, em 1980, na época que iniciou-se os movimentos de busca por direitos para as pessoas com deficiência. Já no Brasil, essa definição começou a se popularizar na última década, visando combater atos preconceituosos e, principalmente, a exclusão.

Assim, devemos ter um certo cuidado, já que o capacitismo pode ocorrer de diversas formas, não se limitando em ações expressivas, como negando o direito de ir e vir, mas também se encontra na forma de expressões ou atitudes veladas que, no fim, significam a mesma coisa. 

O ponto aqui é: ao colocar alguém num patamar abaixo e/ou acima por causa de alguma deficiência, você está sendo capacitista. Por isso, seguem algumas falas comuns que precisam ser extintas:

  • “Estar mal das pernas”;
  • “Nossa, nem parece que você é cego”;
  • “Que mancada”;
  • “Dar uma de João sem braço”;
  • “Nossa, e eu aqui reclamando da vida”.

Com isso, é preciso tomar cuidado e pensar nas frases que são ditas independentemente se tem uma pessoa com deficiência na equipe. Pois, para construir um ambiente inclusivo se faz necessário primeiro se desconstruir e isso pode começar com o tipo de coisas que você costuma dizer, principalmente se tiver uma pessoa com deficiência no ambiente.

Autodescrição

Antes de comentar sobre esse tema específico, vale entender a diferença de audiodescrição e autodescrição:

  • audiodescrição é o mecanismo de traduzir em palavras uma imagem ou ação que está acontecendo; 
  • autodescrição é fazer uma descrição de si (como cor de pele e cabelo, vestuário e plano de fundo).

Devo dizer que participei de reuniões em que as pessoas faziam suas autodescrições e ficavam CINCO minutos se descrevendo. De longe é uma boa prática, mas, no fim, a pessoa cega se perde no meio de tantas informações. 

Por isso, aqui é necessário empregar o bom senso e, acima de tudo, a objetividade. Já que durante uma apresentação de meia hora, por exemplo, gastar a maior parte se descrevendo irá prejudicar a reunião e não vai ajudar na acessibilidade para pessoas com deficiência visual.

Dito isso, separei algumas dicas para uma autodescrição assertiva:

  • quando for se autodescrever, faça em uma ou duas frases; 
  • fale os pontos essenciais e não faça um discurso sobre sua aparência;
  • caso esteja num ambiente com outras pessoas, fale seu nome, pois a pessoa que estiver te ouvindo não consegue associar de imediato a voz com quem fala, então identifique-se algumas vezes (claro, sempre usando o bom senso); 
  • se estiver numa apresentação é de bom tom dizer o nome, o cargo que ocupa e, logo em seguida, fazer uma breve autodescrição.

Vale ressaltar nesse último ponto, a questão de se sentir confortável em se autodescrever. Talvez algumas pessoas não se sintam confortáveis em dizer a cor dos cabelos, dos olhos ou outro detalhe. Então fale aquilo que você julga relevante e, principalmente, o que te deixa à vontade.

Descrição de imagens

Eu, como cego, sei o quão significativo é saber sobre o que se trata um determinado gráfico. A descrição de uma imagem não é simplesmente sair despejando todas as informações visuais, pois detalhes em excesso não são uma boa prática, assim como na autodescrição. 

Imagine uma fotografia de uma praia, na qual tem diversas pessoas, algumas estão no mar, outras sentadas debaixo de guarda-sóis e ainda tem aquelas que estão caminhando. Perceba que se fosse descrever cada elemento, poderia ficar minutos falando e isso não seria positivo para a pessoa com deficiência. Então qual seria a tal boa prática de uma descrição de imagem? Como tudo na vida, o equilíbrio aqui é o ideal a se empregar: 

  • deve-se considerar o contexto e o que deseja transmitir com o gráfico; 
  • ter objetividade ao falar dos elementos, usando-se da imparcialidade, comentando o que pretende passar de acordo com a situação;
  • a dica de ouro é se perguntar: na falta da imagem, de qual forma representaria escrevendo ou falando? Por isso, tenha em mente os assuntos que você deseja ressaltar.

Por exemplo, assumindo o exemplo anterior do cenário da praia, é importante informar a quantidade de pessoas, a cor das suas vestes ou, inclusive, se estão no mar ou na areia? Tudo vai depender da sua intenção na hora da apresentação.

Em linhas gerais, descreva as imagens com o objetivo de incluir e possibilitar que a pessoa destinatária saiba do que se trata a figura, seja numa reunião profissional ou em outro ambiente. Infelizmente, os leitores de tela ainda não têm a capacidade de conseguir construir uma descrição precisa ou descobrir quais são os elementos relevantes.

Aqui vale ressaltar que essas dicas, autodescrição e descrição de imagem, também podem ser aplicadas no ambiente presencial.

Plataformas corporativas de comunicação

Quando eu entrei numa equipe, uma das perguntas que me chamou a atenção foi se o meu leitor de telas lia as mensagens em texto. E, mais de uma vez, fui questionado se preferia uma chamada de vídeo ou se poderiam me enviar mensagem. Pois a grande dúvida é: o leitor consegue ler mensagens em texto nas plataformas de comunicação corporativas?

Atualmente, na Zup e no Itaú, as duas plataformas corporativas de comunicação mais utilizadas são o Microsoft Teams e os serviços da Google. A boa notícia é que o leitor de tela é acessível, permitindo a pessoa cega interagir com seus colegas de trabalho sem barreiras significativas.

Por exemplo, numa chamada de vídeo do Google Meet ou do Teams, existem alguns atalhos de teclado que facilitam o uso. Além disso, o leitor consegue fazer a leitura do chat em texto e, sim, tanto no Google Meet como no Teams é possível realizar a leitura das mensagens, incluindo emojis, reações e até mesmo a agenda.

Contudo, caso envie uma foto, é preciso que faça a descrição, conforme dito nos tópicos anteriores. Enfim, algumas ações precisamos fazer vários atalhos e, do ponto de vista da usabilidade, não é tão agradável. 

De qualquer forma, o importante é que conseguimos ter acesso às principais funcionalidades das plataformas. Por isso, não se preocupe em enviar mensagens de texto para pessoas cegas, pois elas têm acesso sem problemas nenhum.

Ferramentas de acessibilidade para deficientes visuais

As pessoas com deficiência visual, seja total ou não, precisam utilizar recursos visando o acesso ao computador e/ou smartphone. Cada sistema operacional possui diferentes ferramentas de acessibilidade e, por isso, é importante saber sobre os leitores de tela e como funcionam. 

Até por uma questão de como auxiliar colegas de trabalho, porque, como utilizamos softwares leitores de tela, fazemos praticamente tudo através do teclado. Então dizer para clicar com o mouse no ícone que aparece uma ferramenta não ajuda em nada.

Antes disso, você sabe como funciona um leitor de tela? Esse é um programa que captura as informações apresentadas em texto e transforma em uma resposta falada, por meio de um sintetizador de voz. O programa executa essa função graças a sua interação com o sistema operacional do computador.

Em outras palavras, os leitores de tela conseguem identificar o texto apresentado na tela, não conseguindo reconhecer elementos gráficos. Por isso, se faz necessário a descrição de imagens, abordado no tópico anterior. 

Como fazemos tudo por atalhos e via teclado, às vezes algumas ações demoramos mais para realizar. Por exemplo, quando se está programando na IDE IntelliJ, desejamos executar o código e ver o resultado no console, basta clicar em Run com o mouse que compila e aparece o console. 

No nosso caso, que usamos leitores de tela, precisamos pressionar shift+alt+f10, depois teclar ctrl+e, após isso seta para esquerda, logo em seguida várias setas para baixo e, por fim, clicar no run e acessar o console com shift+tab. 

Assim, com o leitor de tela podemos fazer praticamente tudo na máquina, mesmo que, às vezes, demoremos um pouco mais em relação às pessoas que usam o mouse. Isso precisa ser compreendido e não ser encarado como um problema, pois faz parte da inclusão plena aceitar as diferenças. 

Então quando for ajudar uma pessoa cega, tenha consciência que ela não está enxergando a tela e precisa usar o teclado para fazer a leitura do que está sendo apresentado. Caso a orientação seja acessar um botão, por exemplo, informe o nome e o título da janela que está, em vez de dizer para clicar no botão que tem a figura X. Portanto, apresente o maior detalhamento possível, a fim de conseguir ajudar de fato.

Leitores de tela e sistemas operacionais

A título de conhecimento abaixo segue uma lista com o nome do sistema operacional e dos leitores de tela:

  • Windows: neste ambiente, temos algumas opções de leitores de tela, como o NVDA, requerendo baixar e instalar; Jaws, um software pago e que precisa baixar; e Narrador, leitor nativo do próprio sistema, contudo é um software recente e apresenta pouco desempenho.
  • Linux: de modo geral, no ambiente Linux temos a opção de utilizar o Orca, que além de leitor de tela também tem a função de um ampliador de telas, possibilitando à pessoa com deficiência visual a utilização de apenas um programa para tornar o sistema acessível. No entanto, nos últimos anos, apresentou enorme defasagem.
  • iOS: no ecossistema Apple, dispomos do software VoiceOver, sendo encontrado em Iphone, Ipad , Apple TV e outros.
  • Android: no ambiente Android, os  dois principais leitores de tela são TalkBack e Jieshuo. A primeira opção já vem instalado nativamente em alguns aparelhos, facilitando a utilização.

Braille

Falamos muito sobre acessibilidade em um ambiente digital, mas não podemos esquecer da inclusão no campo físico, concorda? Aí que o braille aparece!

Em 1824, Louis Braille criou o sistema Braille, ele mesmo ficou cego após perder a visão aos cinco anos de idade num acidente. A partir dessa experiência e com a invenção de Charles Barbier de La Sarre – focada em mensagens cifradas, ele aperfeiçoou e adaptou o sistema para pessoas com deficiência visual.

A ferramenta é composta por uma célula de seis pontos divididos em duas colunas, formando 63 combinações diferentes, entre letras, números e símbolos especiais. O melhor é que pode ser aplicado em diversas línguas.

O Braille foi uma invenção revolucionária que favoreceu o desenvolvimento intelectual, profissional e social das pessoas cegas ou com baixa visão. Para ilustrar o impacto desse sistema aliado à tecnologia, duas pessoas com deficiência visual que trabalham aqui compartilham suas experiências:

Evandro Chequi:

“Em pouco tempo aprendi o Braille, que é a leitura e a escrita tátil, e foi de suma importância para o meu aprendizado na sala de aula regular.

Encontrei na tecnologia recursos que pudessem me auxiliar a, por exemplo, identificar cédulas, paradas de ônibus e outras mais. Este foi o maior motivador para que eu fizesse o curso de Analista de Sistemas.

Hoje, não faço tanto uso do Braille, mas foi uma grande ferramenta para chegar onde cheguei. E aqui deixo uma recomendação a todos que estão na área da tecnologia: nunca se esqueçam da acessibilidade, é muito importante para incluir todas as pessoas.”

Taís Sabacianskis:

“Muitos me perguntam se o Braille é muito difícil… A minha dificuldade foi igual a de todas as crianças na fase de alfabetização, já que meu colégio era exclusivo para deficientes visuais e o único método de ensino era o Braille.

Desde o curso de análise e programação, meu contato com a tecnologia sempre foi vital, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Sempre me deparo com a extrema necessidade de acessibilidade na tecnologia. No melhor dos mundos, o exemplo de acessibilidade de Luís Braille e de José Álvares de Azevedo – que trouxe o sistema para o Brasil – deveriam ser praticados em todos os âmbitos… Só assim teríamos 100% de autonomia e independência!”

Boas práticas no ambiente presencial

Após termos falado sobre dicas no âmbito virtual, se torna também importante a título de conhecimento e, principalmente, de boas práticas, abordar como agir no espaço presencial. 

Embora, aqui, não vou me focar em questões como estrutura, mobilidade geográfica, entre outros. Vou tentar transmitir boas práticas em relação ao comportamento. Então segue abaixo uma lista de como agir:

  • quando for dirigir a palavra a pessoa cega, identifique-se;
  • não faça perguntas do tipo: “Você sabe quem eu sou?”;
  • se for ajudar a pessoa a ir a algum lugar, não agarre no braço ou saia puxando. Pergunte se ela prefere segurar no braço ou no ombro;
  • não é uma ofensa caso sua ajuda seja negada, pois se a pessoa cega percebe que pode realizar a ação sozinha, deixe-a e não insista;
  • quando estiver conversando e for sair de perto, avise, pois às vezes ficamos falando e a outra pessoa já saiu;
  • Aplique as orientações dos tópicos anteriores numa reunião presencial.

Diversidade e Inclusão na Zup

Temos um time específico para criar ações visando a inclusão de pessoas diversas nos times, baseadas no pilar “Trabalhamos com ética, respeito e inclusão” da cultura da empresa. 

Vale citar alguns projetos já realizados que impactaram na entrada, estada e evolução de pessoas cegas ou com baixa visão:

  • produção de um guia de reuniões e eventos on-line acessíveis; 
  • elaboração de um guia de inclusão PCD;
  • divulgação interna de uma trilha de inclusão PCD em formato de vídeo;
  • incentivo aos grupos de afinidade, como a Guilda ZuPCD, um espaço para pessoas com deficiência trocarem experiências profissionais e pessoais;
  • além de fomentar a contratação por meio do programa de formação de profissionais de tecnologia exclusivo para pessoas com deficiência, o Catalisa.

Falando nesse programa, conheça mais sobre o Catalisa no nosso podcast: 

Conclusão

Para concluir, a principal boa prática de acessibilidade para pessoas com deficiência visual é perguntar como tornar o ambiente mais acessível. Cada ser humano é único e possui suas particularidades, na dúvida: questione, dialogue e veja o melhor caminho a se trilhar. 

Com certeza, a experiência para todas pessoas será mais positiva e resultará numa evolução exponencial, pois, nós, pessoas cegas, queremos agregar valor e colaborar com nossas equipes. A evolução cultural e estrutural a nível de acessibilidade apenas colabora com esse objetivo. 

Dessa forma, as ferramentas de trabalho necessitam dispor de recursos de acessibilidade; a equipe precisa manter a mente aberta e ter muita disposição para aprender novas metodologias;  e, acima de tudo, praticar a empatia.

Tem alguma dúvida? Quer compartilhar sua experiência? Envie seu comentário abaixo!


*Colaboração e depoimentos de Evandro Chequi e Taís Sabacianskis.

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